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Ernesto Guevara de La Serna
Marx foi um grande teórico do socialismo. Teórico, você pergunta. Não foi Marx o homem que saiu do escritório da fábrica para a linha de produção, afim de ver empiricamente o que de mal se sucedia ao proletário. Não é ele o pai do socialismo científico, aquele que não idealizava utopicamente um melhor porvir aos trabalhadores.
Pois bem, Marx foi tudo isso, mas é o teórico. É o Cristo do socialismo, aquele que idealizou e deixou que diversos "Paulos" o difundissem mundo afora. Vieram os "Paulos", porém com estes veio um outro "Messias", alcunhado mundialmente como Che Guevara.
Sempre admirei Marx por ser pródigo. Apesar de parecer mais do que óbvio analisar o problema do trabalhador do ponto de vista digamos, "trabalhístico", todo e qualquer olhar empírico vale como melhor solução. Só entendemos os males quando encaramos o mal téte-a-téte.
Ao assistir "Diários da motocicleta", essencial e belíssimo filme de Walter Salles, descobri ali o mais empírico dos pensadores, tanto à esquerda quanto à direita. Ernesto e seu amigo Alberto Granado, saem da Argentina com vista a conhecer a América Latina. Não aquela de Buenos Aires, com seu demodé ar francês, ou outras capitais espalhadas pelo "Novo Mundo". Afim de descobrir nosso chão, nosso solo, o que perfidamente foi destruído por colonizadores anteriormente e, nos tempos atuais, pela exploração do capital. Belas paisagens na Patagônia, no Chile e, quando chega ao Peru, momento de ímpar emoção com a apresentação dos verdadeiros habitantes da Nuestra América, os indígenas e toda a magnitude dos impérios pré-colombianos, tão audazes na ciência, na matemática, na medicina e muitas outras ciências. Faltava-lhes a pólvora da Metrópole, motivo da ruína dos Impérios.
Desde cedo Ernesto emociona com seu idealismo. Para ele ali não há Marx, Lênin ou outro ícone. Ali há um povo que sofreu com os colonizadores, que sofre com a entidade pérfida, o "mercado" e que tem suas vindouras gerações destroçadas de sua cultura prima. Há a aspiração de conseguir com que os habitantes originais, os latino-americanos, unam-se em prol de Nossa Terra, do México à ponta eqüidistante do Chile.
O resto da história do jovem Ernesto conhecemos. Resta admirar sua virtude, dele e de Granado (que por sinal é uma figura ímpar, com nossa malandragem e filantropia sempre latina), em nos mostrar, pelos livros e agora, pelas lentes de Walter Salles, via o mágico cinema, a Nuestra América, e não a nortista a qual procuramos nos adaptar.
Escrito por O Imperador às 23h23
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Mandar-lo-e-i-o à Sibéria
O ousado opositor Luciano, depois de difamar o Império via texto, resolve também divulgar seu asco pela ótima administração de César pela língua dos leigos. O cartoon de ontem na lousa terá represálias cruéis!
Escrito por O Imperador às 12h53
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Impunidade e impiedade
Roubar penâlti do Corinthians é o mesmo que assaltar toca-fitas de Variant.
Escrito por O Imperador às 12h50
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Eu não me reconheço mais quem eu sou
Peço, junto com o Valdemar Costa Neto (PL-SP) a cabeça do presidente do BC, Henrique Meirelles. Só para me humilhar o Valdemar, além de evangélico, é liberal. Que Lênin não escute, Marx não ouça e Trótsky não veja.
Escrito por O Imperador às 12h47
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Ao mestre com carinho
Mais uma do anedotário do Jânio, esta contada por Augusto Nunes (jornal do Brasil), no último domingo. Os fatos são mais ou menos assim:
Jânio dava coletiva para imprensa, num encontro amigável regado a todo tipo de bebida etílica que se possa imaginar. Certo momento, todos encontravam pasmos com a resistência do ex-presidente, afinal de contas ele já havia ido de caipirinhas, licores e outros. Augusto Nunes não pensou duas vezes e chamou o whisky, on the rocks, para testar Jânio. O homem o acompanhou, sempre impávido e alheio aos efeitos.
Depois disso, Nunes correu a noticiar que o ex-presidente tinha uma imunidade, digamos, soviética aos destilados. Sem pestanejar, Jânio disse que não bebeu e, ainda por cima, sentenciou: "Quem bebeu foi o senhor (Augusto Nunes), tenho até foto." E lá estava Augusto, copo de whisky na mão, a entrevistar o presidente. Depois disso, para quê cassar visto?
Escrito por O Imperador às 12h39
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Yolhesman Crisbelles
O jornalista Augusto Nunes (Jornal do Brasil), cópia mal-feita, porém não menos interessante da coluna do Élio Gáspari (Folha e O Globo) tinha a pouco tempo o título acima como troféu para aqueles que dizem porém, ao mesmo tempo, não dizem nada. Assim foi Lula na entrevista à Isto É:
Perguntado sobre a possível aliança PT-PMDB sem São Paulo:
"Como Marta tem muitas possibilidades de ganhar as eleições pelo trabalho que ela está fazendo - e não só porque ela é uma mulher inteligente, bonita e que gosta de aparecer na TV -, dificilmente terá um candidato em condições de derrotá-la."
Se beleza ganhasse eleição, a desguarnecida Erundina não seria nem síndica de prédio.
Perguntado sobre o imbróglio da releeição na Cãmara e no Senado:
"O Sarney demonstrou muita solidez, uma postura de alguém que já foi presidente da República, sabe o que é sentar na cadeira e tem agido com toda prudência política para evitar qualquer transtorno."
Se "saber sentar" angariasse votos, Clodovil seria presidente da República.
Escrito por O Imperador às 12h32
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Retórica oca
A entrevista do Presidente Lula a Revista Isto É desta semana é simplesmente estarrecedora. Alguns trechos, dados ao completo vazio, deveriam ser suprimidos pela eficiente "equipe" de comunicação da Presidência, dado o alto grau de "olho por olho, dente por dente" empregado pelo presidente.
Vale, como citação, o seguite trecho:
"Baseado em notícias de um tal de Mainardi, que eu não sei aonde fica, baseado numa figura como o Cláudio Humberto e baseado no Brizola - que deve ter muita experiência de alcoolismo mesmo -, ele afirma..."
Aos fatos: Diogo Mainardi, colunista da Veja, é o campeão de cartas da revista. Só para lembrar, a Veja é a revista mais lida do país, com cerca de 1,2 milhão de leitores. Mainardi deve receber, em média, 500 mil cartas por semana, para cada artigo de escreve, sejam eles de cunho liberalista ou mesmo sarcásticos. Cláudio Humberto, apesar dos pesares, tem Brasília e seus conchavos na palma de sua mão, em especial por ter usufruido das benesses de ser assessor de imprensa do Collor. Ou seja, o colunista é mais do que acostumado aos "jogos de poder" do Palácio do Planalto. Agora o mais lamentável de todos os comentários refere-se ao velho caudilho gaúcho. Brizola nunca foi um símbolo político. Sempre dado a falácias, não merece respeito nem como político, quem dirá como fonte. Porém a citação de Lula sai da esfera política para familiar. Para esclarecer, a esposa de Brizola (esqueci o nome) morreu por conta do consumo excessivo de álcool. Brizola sempre tentou não deixar este problema escapar da esfera familiar, pois além de transtornos para suas aspirações, ainda exporia sua esposa a atos como o praticado pelo presidente.
Independente das diferenças políticas Lula, em momento algum, pode se valer de problemas pessoais de seus inimigos, a forma mais baixa de se atacar a um oponente, que mais enfraquece do que ajuda.
Escrito por O Imperador às 12h26
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Masturbação discente ou Momento "malhe os professores"
Deveria ser obrigatório a todo corpo discente participar das reuniões com o coordenador de curso ou com a reitoria da Fajuta. É o ápice da masturbação discente. Lá você bate e arrebenta com todos, sem exceção.
Maria Teresa é unanimidade. A representante do segundo ano a odeia. Melhor dizendo, não há palavra para definir o tamanho do asco que ela sente pela professora. O Fatigatti segue em segundo, conservando assim a ordem natural das coisas.
Para nós do terceiro, a Mônica Xilindró figura na lista de "Eventos fúnebres de 2004". Adjetivos como "desordenada", "muito sucinta" e até "assessora jurídica (???)" são proferidos. Alguns alunos até desejam sua cabeça, dentro de um jarro de vinho, sobre a mesa. Rogério Prestes vem em segundo, mas é fator isolado (eu, por exemplo, não reclamo por não saber do que se trata a aula dele. Se perguntarem como dar um "corte" na sinuca, sei de bate-pronto).
Mas ruim mesmo, só no primeiro ano. Segundo alguns alunos, o clima beira o Cadeião de Pinheiros. Ameaçadas de morte, tênis voando durante a aula do Nakazone e outras perípécias dos Mártires de Al Aqsa são consumadas com a conivência do sempre presente Anderson. A dramaticidade da narração é tanta que cogitei fazer uma reportagem-denúncia, com camera escondida e tudo, na citada sala.
O melhor de tudo, mesmo, é a cara dos que nos escutam. Fazem poses e mais poses, caras de preocupação e o velho "vamos providenciar". Ao final de tudo, eles irão para o célebre cafezinho, a rir das reclamações de quem os paga.
Escrito por O Imperador às 13h01
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Por que?
Por que todo livro que narra uma situação caótica, seja política, social, econômica ou alhures, deve possuir ratos na história. O Saramago seria o primeiro autor a não inserir os seres vis em sua obra (muito boa, por sinal). Seria, até a página 256.
Maldito seja, seu livro é uma merda daí para frente.
Escrito por O Imperador às 12h38
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