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Só falta o Vascão do Euricão
O universo do futebol tem falcatruas. Está bem, metade do mundo boleiro sabe disso; a outra metade participa. Mas um caso excepcional de serviço à máfia me veio a mente: Hernán Crespo. Atacante argentino (e desde já mafioso, desculpem o pleonasmo), Crespo começou sua carreira no River Plate, a elite futebolista da Argentina. Creio que metade dos ditadores do país torciam para o River, aristocráticos que só eles. Pois bem, logo, Crespo começou a fazer alguns gols e foi para o Parma, da mafiosa família Tanzi.
Numa lavagam de dinheiro sem precedentes na história do esporte, o jogador saiu de Parma com destino à Lazio, controlada pela família Cragnotti. Só para situá-los, daqui temos duas empresas falidas: a Parmalat pelos Tanzi e a Cirio pelos Cragnotti. Perto deles, Don Corleone do Scorcese cheira a querubin. Cansado disso, Crespo não pensou duas vezes: foi-se para a Inglaterra, viver debaixo das saias da Rainha. O time, Chelsea, controlado pelo bilionário Roman Abramovich, deturpador das empresas petrolíferas da Mãe Rússia, onde não pode voltar pois o presidente Putin, como todo russo que se preze, não aceita monopólio nas falcatruas. Só ele rouba e ponto final.
Pois bem, agora Crespo sai do Chelsea e apresenta-se novamente a máfia, encarnada na figura do Primeiro Ministro da Itália, Silvio Berlusconi. Dono da RAI, da Fininvest, do jornal La Republica e outros tantos negócios (ou negociatas), Berlusconi também manda e desmanda no Milan (Kaká diz que ninguém fala mal do chefe, apesar de conhecer sua índole). É uma pena que os ladrões tupiniquins não sejam tão famosos, ou espertos, sei lá, como os citadosaté aqui. Se assim fosse, Euricão faria festa na colina para receber Crespo. Ou ele poderia vir para o Corinthians, do despótico Dualibi e seu bobo da corte, Antonio Roque Citadini
Escrito por O Imperador às 13h36
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3º C de Jornalismo da S. Judas colabora para construção da sede do PT
O livro indicado para leitura, do qual será necessário resumo e prova, pelo Professor Shirlei, de Teoria das Mídias, chama-se "Padrões de manipulação na grande imprensa". Escrito por Perseu Abramo, ícone como jornalista e um dos fundadores do PT, custa R$ 12,00, preço em bom tamanho para um livro nesta terra bugrina e anti-literária.
A editora, Fundação Perseu Abramo, é uma ramificação do politburo petista para as artes da escrita. Pergunta: alguém duvida que o Delúbio, tesoureiro do PT, e sua ânsia por receitas, não tomará parte deste R$ 12,00 para a construção da tão sonhada sede própria dos comissários petistas? Gostaria muito de ver a cara do Marcello, do Castillho e demais malufistas da classe citada, ao saberem que estão colaborando para, segundo eles "a encarnação do inferno na Terra" (dentre outros adjetivos).
Escrito por O Imperador às 13h23
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Louco não! Napoleão, por favor.
Ao pegar O Globo de hoje, logo na capa: "Até orgias têm regras, diz a Justiça de Goiás". A história, simples: um homem acusa o amigo (sic) de abuso sexual, após ser chamado para uma suruba com a esposa do segundo. O primeiro disse que estava bêbado (daí a expressão, cu de bêbado não tem dono?). A Justiça foi peremptória: disse que "durante a orgia não se faz distinção de sexo, podendo cada partícipe ser sujeito ativo ou passivo durante o desempenho sexual entre parceiros". Antes de ser "partícipe" na putaria, pense duas vezes. Na página dois, a foto de um senhor todo "estrupiado". Era o agente de trânsito Lucio Correia de Jesus, de Niterói, que após multar uma família, apanhou do pai, da mãe e da filha, de dezessete anos. Uma sova digna de Ali em seus tempos áureos. Por fim, na página três, o título :"Vote-se com uma confusão dessas". Simples, o prefeito candidato a reeleição no Rio, César Maia, apóia o petista Godofredo Pinto, de Niterói, que apóia o candidato a prefeito do Rio Jorge Bittar, também petista.
Putaria por putaria, a primeira é mais plausível. Ou mais engraçada.
Escrito por O Imperador às 13h18
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Eu acredito em milagres, by Wander Wildner
Ainda lembro da minha cara de "o quê" quando a Lelê me chamou para o show do Wander Wildner. Afinal de contas, sabia da sua existência por causa dos Replicantes e da música "Bebendo Vinho", do Ira!. Não cogitava o fato do homem ter fãs. E nunca imaginei a Lelê me convidando para comparecer a um show do mesmo. Coisas do amor, que só compadre Moskito explica.
Pois bem, depois de um pit stop com conversa aprazível e situações estranhas junto da Bia (a bronca do segurança por ela pular em cima de um banco de madeira, dentro do Conjunto Nacional, por exemplo), chegaram Lelê e Moskito, o mais célebre casal desde os remotos tempos Adão e Eva. Descemos a Frei Caneca (sem trocadilhos, por favor) para encontrarmos mais um integrante da ida ao desconhecido para este que vos escreve. John ou Atoshman, aquele que foi registrado como Caetano, integrou a comitiva de paulistas e gaúchos.
Vindos da distante Carazinho, Moskito e John percorreram os lugares mais sórdidos de São Paulo: a Frei Caneca, a Augusta e parte do Anhangabaú. Ainda bem que os cicerones paulistanos não vivem do turismo. Creio que se passassem por Pirituba, iriam no primeiro bote, cargueiro, trem ou pau-de-arara de volta para o extremo do Sul-Maravilha, com suas casas teutônicas. Mas tudo bem, para quem tem como conterrâneo o velho Briza (que o diabo o tenha), o Anhangabaú é igual as pradarias da Baviera.
Chegando ao Cambrigde, onde seria realizado o show, encarreguei-me de tomar cerveja, enquanto junto com a Lelê, para variar, falava mal dos que entravam. Moskito e John ajudaram depois a espinafrar a banda de abertura, um misto de Los Hermanos com Carlinhos Brown metidos a Strokes. Um lixo, na qual a música do papel, bibelô das empresas de celulose do Brasil merece destaque. Destaque de sua vida o mais rápido possível.
Eis que surge, lá pela uma da madruga, Wander Wildner. Nunca o tinha visto, mas sempre achei que ele era mais punk. Mavericões e V-oitões para lá, empregadas que fornicam para cá, musica legal pra cacete. Quando chegou a vez de "Bebendo vinho", acompanhei a galera, fazendo passar por profundo conhecedor da obra. Chegada a hora de "I Believe in Miracles", do Ramones, na língua bugrina, eu que não sei nem em inglês desencanei. Deixei levar-me e quando vi, já estava a quase comprar o CD do ilustre intérprete. E olhe que no sábado fiz um festivel Eduardo Dusek lá em casa, o mestre dos mestres.
Ao fim, no táxi, não pude deixar de exibir um certo sarcasmo ao ver Lelê e Moskito irem embora na belíssima trilha sonora de "Maníacos do Forró" ou algo do tipo. Perto disso, Calcinha Preta soava como Bach. Quando não são os lusitanos, é o pessoal do extremo norte a estragar a volta para casa. A mim coube arrumar um lugar para tomar cerveja, pois notei que John ficou abismado em pagar R$ 4,00 numa Skol. Como sou mestre em lugares profanos e pútrefos, fomos parar num boteco na Augusta, lugar tão lúgubre que nem as prostitutas dão as caras e outras coisas por lá.
Ah, em tempo, mesmo porque não sei como encerrar o texto: de acordo com o intercâmbio cultural Sul-Sudeste, picanha crua é coisa de churrasco de paulista. E quem toma mate com a açucar é fresco. E, por fim, argentino bom é argentino morto.
Escrito por O Imperador às 13h14
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