Culinária sino-pompeana
Dizem por aí que amizade é algo sempre a prova. Mentira, ninguém diz isso, eu que "inventei" agora. Enfim, o fato é que a Lelê me convidou para comer na casa dela. Comida preparada por ela. O menu vinha carregado de teores políticos. O sashimi japa e o yakissoba china. Considerado heresia nos alhures asiáticos (assim creio eu, já que eles não se bicam), para mim nada mais é que luxo.
Pois bem, a última vez que comi algo feito pela Lelê foi durante nossa sessão Cidadão Kane - trabalho de faculdade. Ela preparou uma pipoca como ninguém. Ou melhor, que ninguém comia, considerando o fato de que o Mar Morto poderia ser considerado a fantástica fábrica de chocolate perto da quantidade de sal da pipoca. Fomos salvos por Dona Rose e seu maravilhoso "pão doce de chocolate" (não me perguntem o nome, eu como coisas das quais o signo é o que menos me importa).
Confesso que fiquei ressabiado. Afinal de contas, preparar um saco de pipocas é tão simples quanto contar até três. Já o yakissoba exige paciência oriental, além de destreza. Lá estava a espera, sem ao menos a oportunidade de ajudar e ser partícipe da catástrofe. Quarenta minutos depois, "rashiis" a mão (ou aos dedos, sei lá) e o yakissoba sorrindo selerepe para mim.
- Hummmm. Hummmmmm. Hummmmmm!!! Caraleo Lelê, bom pra cacete.
Três pratadas depois, satisfeito na quantidade, porém não na qualidade, tive que dar o braço a torcer e admitir que estava magnífico. Claro que pensando como alguém não consegue fazer um simples saco de pipoca e prepara um prato daqueles. Pior ainda, a pipoca era de microondas!!??!!
Só sei que na próxima daremos um passeio por outra comida típica asiática, magistralmente preparada pela chef Leonor. Alguém tem algum cachorro para ceder gentilmente, de modo a enveredarmos para a culinária coreana?
:o)
Escrito por O Imperador às 12h49
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