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Linha Direta Justiça - A morte de Herzog
No auge da minha inocência, achei que já tinha visto tudo de mais bizarro que um ser poder ver em sua existência. São poucas as vezes que você dá de cara com uma anã japonesa, um senhor que carrega uma boneca naqueles "cagurus" de carregar crianças e ainda senta no lugar reservado do metrô, ou ainda um homem trafegando no metrô lotado das seis horas no sentido Leste (Zona dormitório) com uma sonda no nariz, tossindo o próprio pulmão.
Pois ontem voltavamos da faculdade. Ainda encantados com a pérola do Leandrinho (abaixo descrita), eu, Ana, Lelê e Maria vinhamos a sorrir para o Bresser quando, sem mais nem menos Lelê grita, com dedo em riste em direção à uma árvore:
- Júlio, Júlio, JÚLIOOO!!!!
Ao olhar a referida, vejo um barbante com um rato pendurado pelo pescoço (???!!!???). Isso mesmo nobre leitor, um rato suicida, coisa que você não vê nem no Vostok, quem dirá na TV tupiniquim. Como é notório, este teve um acesso de fobia (interpretado pelas acompanhantes, inclusive a Ana, como acesso de viadice). Formigamentos na mão e espasmos faciais depois, nem me arrisquei a olhar o ser vil. Mas já tinha gente apelidando ele de Valdimir Herzog. A pena é não ter a foto da Lelê imitando o rato se suicidando para ilustrar esta foto. O ato consegue manchar até a reputação imaculada dela, acreditem.
Escrito por O Imperador às 13h11
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Diálogos pós-modernos
Lanzoni, adepto do anarquismo e da fogueira à seus inimigos políticos, descia o malho no ex-ministro e ainda escroque Delfim Netto. Leandrinho, que recita as frases mais impressionantes (e por que não dizer absurdas) da Fajuta com a simplicidade do ato de se riscar um fósforo, solta a pérola:
- Temos que ser imparcial (ou parcial, sei lá, já estava a me cagar de rir).
Leonor Macedo, cronista-mor e uma das melhores frasistas "bate-pronto" do mundo, não perdoa e fulmina:
- Temos que aprender o plural!
E assim mais uma aula do bom velhinho vai para as picas. Pau no cu do Estatuto do Idoso.
Escrito por O Imperador às 13h02
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Passes bisonhos, finalizações imprecisas. E a culpa é do goleiro.
Conforme publicado neste blog, ontem tivemos o embate contra o time de uma das salas do curso de Direito da S. Judas. Como todos sabem,Júlio César Yashin Banks guardou as metas do time dos jornalistas.
É de conhecimento público que o futebol é o maior agregador de chavões, clichês, ou o que o valha. Uma caixinha de supresas, jogo é jogo e vice-versa, e por aí vai. Porém há no esporte bretão três figuras que sofrem tal qual aqueles pobres diabos que estudam jornalismo na S. Judas. São eles o goleiro, o técnico e o juiz. É clichê notório o fato do goleiro ser execrado, mesmo que tenha pegado até pensamento do atacante adversário. Exemplos?
Quando um goleiro fecha o gol ele não é bom. É o atacante adversário que é ruim e vira motivo de chacota. Quando goleiro faz gol ele está inventando moda. Em contrapartida, quando o mesmo erra, mesmo que de forma infinitesimal, metade do mundo o xinga, e a outra metade alopra.
Portanto, caros leitores, o que se vê, e provavelmente continuará ocorrendo neste blog, é a "caça às bruxas" no que condiz a minha atuação como goleiro no jogo de ontem. Mesmo com os passes bisonhos do Ivan e do Raphael ou as finalizações imprecisas do Marcello, serei eu o culpado pelo nosso empate em cinco tentos com o time adversário.
Também, dizer o quê de alguém que, onde pisa, grama não nasce? (Eba! Um chavão!)
Escrito por O Imperador às 13h20
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Para não dizer que não falei de espinhos.
Se o Serra ganhar, alguém me ajuda a comprar uma passagem de ida para a Sibéria?
Escrito por O Imperador às 13h25
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A Odisséia.
Hoje teremos mais um embate digno dos duelos de Arthur e os carinhas da mesa redonda na Fajuta. Nós, cerebrais estudantes de jornalismo, disputaremos match para lá de emocionante com aquele curso que deveria ser ministrado no Instituto Butantan (só por precaução leitor, é o curso de Direito). Pois bem, teremos belíssimos e galhardos uniformes confeccionados pelo Marcello em pessoa, sendo ostentados por jogadores da estirpe de Raphael, Abdul, Vina, Castilho, Marcello, Adílson, dentre outros que no momento minha mente inútil esqueceu.
Defendendo a meta contra os inconfindentes e inferiores jogadores de direito, o impagável, a muralha humana, o incrível Júlio César Yashin, astro (sic) e escroque (sim) do time.
Em tempo, graças a Marx o Ivan não joga. Não percam, é hoje, na quadra da São Judas.
Escrito por O Imperador às 13h22
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Da série: "Grandes pensamentos em francês"
Como os ilustres leitores sabem este ser inepto é apaixonado pela cultura francesa, em especial o idoma falado na terra da Marselhesa. Sendo assim, dando início ao meu curso auto-didata de francês (que tenho certeza que se trata de mais uma mania excêntrica deste), este blog publicará grandes pensamentos do universo em francês, para deleite dos que aqui comparecem em busca de cultura e, obviamente, saem deveras frustados. Bon profit.
"Garçons avoir pènis. Filles avoir vagin"
"Meninos têm pênis. Meninas têm vaginas"
PS: correções serão mais do que bem-vindas. Au revoir.
Escrito por O Imperador às 13h13
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E todos dançam a Tarantella
Domingo foi dia de macarrão. Como todo glutão que se preze (e minha barriga-pêra não desmente) aprecio deveras a criação chinesa ostentada com louvor pelos italianos. Pois bem, domingo quem fez o macarrão não foi minha mãe. Como sempre ocorria em meus domingos de ex-virgem solitário em potencial, era a mamma quem preparava, mas ainda bem que agora este verbo está no pretérito. Domingo foi dia de macarrão da Aninha.
Confesso (e vou lavar louça por causa disto) que a princípio fiquei um tanto ressabiado. Afinal de contas, macarrão é uma arte que se aprende através dos muitos anos. Não é algo que 23 anos de vida são capazes de ensinar. É uma prática que se persegue durante anos e anos, para enfim, no auge da senilidade, se alcançar. O restante dos macarrões chegam perto, mas nem tanto.
Como dizia, o de Aninha surpreendeu. Não consigo descreve-lo abaixo de "banquete dos deuses". Só não houve repetição por conta de se tratar da minha primeira visita aos dotes culinários da minha pequena. Na próxima, tal qual aquele rei glutão da Inglaterra, não perdoarei nem o bobo da corte (sem trocadilhos, seus infames).
Em tempo, não posso deixar de divulgar o primeiro embate homérico, contra meu cunhado, na sinuca. Digno das maiores epopéias da história (A travessia do Rubicão, Stalingrado e aquela briga na qual surrei, ainda menino no auge dos oito anos, um cara do terceiro colegial). Seis fichas vencidas por este, contra cinco do saudoso Nelson, já por aí citado como "a gafe do ano", cometida por este ser inepto que vos escreve. Ao fim, ao vencedor o macarrão, já subverteu Machado de Assis.
Escrito por O Imperador às 12h53
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