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Diálogos pós-modernos
Lelê e Júlio, em troca de emails:
Júlio: Vou comprar seu DVD e procurar um "plus" para seu presente de aniversário.
Lelê: Não precisa Júlio, o DVD já é caro.
Júlio: Calada, Lelê. O que procuro é barato, creio eu.
Lelê: É um pinto de chocolate?
Júlio: Não. É algo que te excitará muito mais do que isso.
Lelê: Uma borboleta massageadora cor-de-rosa para as partes íntimas?
Júlio: Também não realizo sonhos, né? Nada de pedidos alladinescos.
Lelê: Ei, peraí. Essa borboleta existe. Vi em um anúncio do canal 12 da antena parabólica, em Vinhedo.
Júlio: Caraleo! E como ela funciona?
Lelê: Você liga na tomada e ela voa.
Júlio: O.o
Lelê: Ah! Esqueci de falar que ela voa debaixo pra cima.
Escrito por O Imperador às 17h21
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Dois pesos, a mesma medida?
Estranho nosso país. Lula sobe no palanque de Marta. E isto é errado. Falam em impugnação de candidatura e, os mais exaltados, em impeachment e o diabo a quatro. Ricupero fala para quem quiser ouvir, via satélite da Embratel, que o Plano Real era manobra para eleger FH ao seu primeiro reinado, e que a imprensa manipulava dados favoráveis ao Plano e, conseqüentemente, a FHC e, na pior das hipóteses, foi demitido.
Eu não entendo essas coisas da democracia.
Escrito por O Imperador às 13h30
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Atendendo a pedidos (de quem mesmo?)
Não tem como ir com a cara destes dois.
Chico Buarque de Hollanda
Gabriel Garcia-Marquez
Só não me perguntem o por quê?
Escrito por O Imperador às 13h27
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"O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo II"
Já cheguei às eleições de 89, capítulo do livro Jornal Nacional - A mentira fa estória. Leiam quando for possível. Só perde em matéria de riso e escatologia para "O meu Pipi", aquele do blog portuga.
Escrito por O Imperador às 13h06
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Rosas são vermelhas, violetas são zauis.... lararilara...
Ontem na volta para casa embarcamos, Lelê e eu, no metrô Bresser. Mandava beijos e tchaus para Aninha, enquanto Lelê fazia formatos de coração com os dedos. À nossa frente, uma singela moça, que parecia deveras triste com o mundo abre um sorriso. Cena bucólica, daquelas de corar de inveja o Eça de Queiroz.
Seria até bonita, se a mesma moça, antes triste, não tornasse seu riso um tanto psicótico, endereçado a Lelê. Sim, a infeliz, que antes era triste e amargurada, trocou a face lúgubre por um sorriso ameaçador, daqueles que o Anthony Perkins (será ele mesmo) mostrava no Psicose. A nós, coube tentar disfarçar que o sorriso dela não incomodova. Enquanto ela degustava a Lelê com os olhos, fazíamos círculos com os polegares e assoviávamos "Atirei o pau no gato". É sempre bom fazer alguém feliz, seja este um homicida-facínora e pasmem, matador em potencial.
Escrito por O Imperador às 13h03
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Serra versus Marta (para não dizerem que não falo mais de política)
Um filme com Sigourney Weaver, Arnold Schwarzenneger e Danny Glover (ao menos um nome fácil) que juntasse ainda o Predador e o eterno Oitavo Passageiro, Alien, não precisaria de enredo, correto?
Pois bem, fui na maior boa vontade assistir Alien versus Predador. Apesar de não haver nenhum dos nomes na lista (como sabemos, Weaver trocou o medo alienígena pelo terror hindu de Shyamalan, Arnold agora é Governator e Glover está sendo preso por aí), tem o Alien e o Predador, cazzo. Atores e enredo são totalmente desnecessários na história.
Pois bem, lá vem Paul W. S. Anderson (aquele da versão tosca de Mortal Kombat) inventar com uma pirâmide pré-colombiana e egípcia na qual nós adorávamos os Predadores, e eles criavam os Aliens (!!!) para poderem caçá-los e dizimá-los (!!!!), utilizando-nos como hospedeiros (!!!!!). Um bando de vagabundos guiados por uma corporação que não respeita leis mundo afora descobre a tal da pirâmide e desencadeia a “guerra” entre os dois seres. Mais bizarrice, caro leitor? Lá vai: quase rola ao menos um selinho entre um dos predadores e a heroína, afro-americana. É mais ou menos como se o Predador mirasse o dedo para a moça e copiasse a frase de um igual, aquele alien famoso e “bonitinho” do Spielberg (“Seja bom” era a frase). À merda. Um Alien confundir a Sigourneay com a mãe até vai, mas “selinho” e “seja bom” é demais para conta. Em tempo, haverá continuações. Run Forrest, run.
Escrito por O Imperador às 13h14
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"O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo"
É simplesmente hilário ler a versão da Rede Globo sobre o escândalo do Proconsult. Nem mesmo o Briza, felo-da-puta-mor, merecia tal ato vil. A quem interessar, a mesma encontra-se disponível no livro Jornal Nacional - A mentira (ops, notícia) faz estória (caralhos, história!). O velho caudilho deve estar batendo com pés e mãos em seu túmulo.
Escrito por O Imperador às 12h59
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King Arhur, mas podemos chamar de Rex Artorius
Sempre gostei da "putaria organizada" dos filmes de cavalaria (insira no contexto alguns épicos) de Hollywood. É impressionante que a Fortuna prive o chefe, guerreiro-mor ou qualquer outro adjetivo, que vai a frente de sua esquadra de levar uma nos cornos de um simples campesino com uma enxada, jogando roteiro e direção na lata do lixo e fazendo morrer um dos maiores clichês do cinemão americano. Ao assitir Rei Arthur não foi diferente.
Arthur no filme é Artorius, soldado a serviço de Roma. Está para Bretanha assim como Paulo de Tarso para o cristianismo. Surrava os irmãos, até descobrir que sua causa era outra e que os bretões eram iguais. Artorius serve-se de seus iguais (aquela turminha de sempre, Lancelot, Galahad, Bors, Tristan e mais alguns) para praticar mazelas em prol de Roma e do César. Nesta subversão, Merlin não solta nem faíscas e Guinevere é uma líder tribal antes de se tornar a mulher do (s) homem (ns) de Camelot.
A direção ficou a cargo de Antonie Fuqua. Sim, o mesmo diretor daquele filme deveras foda, no qual o detetive Alonso Harris (Oscar merecidamente vencido por Denzel Washington) assombra a vida de Ethan Hawke (aqui um bem-feito por ele ter largado a sempre magnífica Uma Thurman) e a produção é do "caçador de fortunas" Jerry Bruckheimer (A Rocha, Piratas do Caribe). Portanto, não espere um final elucidativo ou mesmo aquele "como?" que saímos do cinema característicos de filmes inteligentes (sim, há vida inteligente em Hollywood). Há miscigenação de Coração Valente, com Gladiador e, se arrumassem uma corrida de bigas, seria uma cópia mal-feita de trechos do Ben-Hur. A batalha no lao de gelo, tão alarmada pelos críticos, é bem filmada, mas nada se comparada a batalha do Abismo de Helm e dos Campos de Pellenor, magistralmente reproduzidas em O Senhor dos Anéis. Ah e, para a cooperação da Fortuna com Arthur, ele conseguiu não ser corno neste filme. Prefira a versão com Julia Ormond e Sean Connery. Eles são melhores e o enredo, por menos factível que seja, é mais interessante.
Escrito por O Imperador às 12h44
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