Dura Lex Sed Lex


Parabéns pra você, laralara la la la...

O que dizer de Leonor Macedo. O que desejar a ela a não ser o futuro mais fausto e auspicioso possível. Eu queria muito saber escrever para dar a minha eterna amiga um texto digno de sua magnitude. Mas a magnitude da Lelê está além da gramática existente aqui e alhures. Além da genialidade de seu texto, conhecido por todos no Subversiva. Além de sua magnificiência como mãe, que faz com que o pequeno Lucas tenha sempre a Fortuna a seu favor. Acima, muito acima, de qualquer adjetivo, substantivo de adoração existente em qualquer tipo de comunicação.

Eu não tenho dúvidas na hora de responder quem é a pessoa que mais adoro neste mundo. Sempre presente quando há necessidade de riso, de choro, de mais um copo de cerveja ou de mais uma bola na caçapa em qualquer mesa de sinuca. Sempre pronta para escutar minhas sandices, e dando graça as minhas piadas infames com seu humor conquistador. Sempre ali para livrar a vida deste do ostracismo, dando-lhe cor de matizes mil.

Parabéns honey, muitas felicidades, e que sua sorte e felicidade sejam tão grandes quanto a cabeça deste que vos escreve. Beijos, filhota!



Escrito por O Imperador às 08h54
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Diálogos pós-modernos

Júlio e a ex:

Ex: Você matou a Salete?

Júlio: Não, Salete morreu por conta do cigarro.

Ex: Então, mas foi você quem queimou a Salete. Bem feito, foi praga minha!

Júlio: Não, ela estava fumando e conversando comigo. Esqueceu-se do cigarro e, quando menos percebeu, a brasa a queimou e ela explodiu. Mas agora não tem problema, estou me virando.

Ex: Como?

Júlio: Eu tô comendo o Bonecão do Posto.

Ex: Bonecão do Posto?

Júlio: É, aqueles que ficam com os braços assim (sinal frenético com os braços, para cima e para baixo).

Ex: O_O. Caralho Júlio, eu não valho nada mesmo, hein?

Júlio: :o)



Escrito por O Imperador às 13h27
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Cancro mole - momento de nenhuma lucidez ou drauziovarelice

A primeira vez que ouvi a palavra cancro mole, senti calafrios. Afinal de contas, algumas doenças até tem um nome vistoso, como AIDS, sífilis, peste bulbônica, anemia (caralhos, pode até ser nome próprio da minha vindoura filha!). Mas cancro mole não tem como não arrepiar.

Conversava com a Lelê quando esta palavra nefanda surgiu em meu volcabulário. Antes disso, poderia adquirir a doença, e pensaria tranquilamente que meu pau voltou do Vietnã após um belo banho de napalm, tamanho estrago causado pelo distúrbio.

Segundo o Deus Google, o cancro mole pode ser indentificado, em homens e mulheres quando começam a "surgir pequenas e dolorosas feridas, úlceras, nos órgãos genitais externos. Nas mulheres essas lesões aparecem nos pequenos e grandes lábios ou no períneo, nos homens aparecem no prepúcio e na glande" (ah, os termos técnicos de sexo). As fotos são simplesmente apavorantes, onde pênis assumem a forma de Freddy Kruegger e vaginas, um pão com bolor, leveduras e outros seres amigos dos ácaros.

Os sintomas comuns são dor de cabeça, febre a prostração (fraqueza). Lembrem-se, amiguinhos: as mulheres que lhe pedem analgésicos ou uma graninha para o "lanchinho" são suspeitas em potencial de possuirem a nefasta doença. Se sentir odor de ricota, corra.

Nos próximos posts, falaremos sobre a ceborréia (caralhos, que nome bizarro!).



Escrito por O Imperador às 13h19
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A quem possa interessar (em especial às autoridades)

Salete era quem fumava na hora de sua morte. Não a explodi (ou implodi, sei lá) com a brasa maldita. Parem de me culpar por um crime que não cometi, por favor.

Escrito por O Imperador às 13h07
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A volta, e a ida, de Salete, a eterna boneca inflável.

Ontem cheguei em casa e minha ex-concubina de PVC, a Salete, estava a porta. Descobriu que assim como McQuade, voltei a ser o lobo solitário, sendo assim queria conversar. Começamos a coversar sobre amenidades. Ela disse que tinha conseguido se virar depois que a tirei de casa. Falou que as coisas foram díficeis, que eu e o mundo fomos ingratos com ela, mas que tudo havia passado. Eu disse a ela que ainda não partilhava da cultura árabe e que duas mulheres me trariam problemas financeiros e passionais. Tentei explicar, de modo a não deixar nenhum mal entendido. Salete, inconsolável e chorando, disse que eu não passava de um preconceituoso, que as mulheres de plástico também são gente. Expliquei que vivemos em uma sociedade mesquinha, que não atende o amor entre os diferentes. Relatei o caso de um amigo meu com uma melancia, mas ela estava impassível.

Após alguns minutos de conversa, Salete decidiu finalmente abrir seu coração e me dizer palavras dóceis:

- Júlio, eu te...

Não deu tempo, o cigarro chegou ao fim e Salete estourou. Fica aqui o luto e a saudade de momentos breves, porém eternos.



Escrito por O Imperador às 13h35
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Mal de Parkinson - momento de nenhuma lucidez

Todos os doentes reclamam. Desde uma simples dor de cabeça a um tumor, todos os doentes choramingam por conta de suas malignitudes.

Hoje estive pensando em uma doença benefíca para o homem: o mal de Parkinson.

Não sei se ocorre cansaço dos músculos com a tremedeira causada pela doença. Mas pensemos em pontos auspiciosos para quem possui Parkinson:

Masturbação: quem nunca se encontrou de punho ou mão doendo durante a prática do onanismo. Lembre-se daqueles dias em que você trabalha feito um cão, estuda feito um retardado e não se dá conta das belas mulheres que o circundam. Eis que, na hora de descer do ônibus, em frente a sua casa, aquela sua vizinha profana que circula de cinta-liga pelo corredor, com sua avantajada abundância, aparece como que por milagre na sua frente. O ônibus dá uma bela brecada para parar no ponto, visto que são quinze para meia-noite e o motorista quer dar um trato na sua veía ainda naquele dia. Você, obedecendo as Leis de Newton de ação e reação choca-se, fornicalmente, com a citada vizinha. Seu membro fálico também obedece à Lei de ação e reação, só que desta vez baseadas em outros pensadores, como Nabokov, por exemplo. Terás coragem de ir dormir sem dar aquela "comida imaginária" na vizinha. Dói-lhe a mão, porém prosseguirás. Parkinson, sem dúvida, resolveria teu problema.

Esportes: Serás um ás no ping-pong e no basquete. Afinal de contas, a tremedeira causada pelo Mal de Parkinson fará com que seu oponente desconheça seu próximo movimento, além de, no basquete, conseguir bater bola freneticamente, se minha tese da inexistência da dor estiver correta. Terás de abdicar de alguns outros esportes, como xadrez e sinuca. Futebol, somente com extremo controle sobre Parkinson.

Empregos: Você nunca sonhou em ser barman. Todo mundo quer ter seu dia de Tom Cruise no filme Cocktail. Sendo assim, com Parkinson, terás que dar palestras sobre a arte de se preparar um martini a la James Bond (batido, não mexido). Poderá, ainda no campo gastronômico, ser o batedor de ovos oficial de qualquer restaurante do mundo. Empresas assim adoram fazer algo ligado ao terceiro setor.

Sexo: Devemos admitir, como humanos que somos, que em certos momentos o sexo nos cansa fisicamente. Tudo bem, somos bravos, aguentamos as maiores "dores" em prol da grande ejaculada, mas há momentos em que a mitológica dor de cabeça ataca, para ambos os sexos. Com a tremedeira do Mal de Parkinson (e mais uma vez, a tese do "não cansaço") você será uma verdadeira máquina do amor (desculpem a breguice necessária). Foderá, digo, poderá fornicar durante milênios, sem o minímo de cansaço. É indicado apenas um cuidado extra aos fumantes que, após o ato, insistam em acender seus cigarros.

É uma pena eu não poder mandar esse texto para o Muhammad Ali ou para o Papa.



Escrito por O Imperador às 13h18
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Post Scriptum

Errei o título do texto anterior. Lembrei-me hoje do correto:

"Ave, Cesar, morituri te salutant"

Ou seja: "Ave, César, aqueles que vão morrer o saúdam" (ou algo do tipo)



Escrito por O Imperador às 13h03
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Para quem crê na democracia

*Esta besta que vos escreve foi eleito representante de sala. Magalomaníaco que só, resolveu divulgar o comunicado referente à reunião entre ele e o corpo docente. Eis o resultado:

 

Diletos plebeus.
 
Como é de conhecimento público (e se não for, minha assessoria de comunicação será jogaada aos leões) hoje realiza-se mais uma nefasta reunião entre este que os representa e o infausto corpo docente da São Judas. Sendo assim, por falta de tempo de conversar com cada popular durante o exercício das aulas, em virtude de problemas que não cabe ao proletário conhecer e muito menos julgar, solicito a todos que, atráves deste email, encaminhem para vossa magnificiência, este que vos escreve, reclamações e/ou idéias acerca do nosso curso. Desde já ressalto que qualquer reclamação contra o Imperador será encarada como ato subversivo, sendo passível de severas punições (sessões explícitas de pagode, salmos da Bíblia recitados pelo Martini [professor quase sem voz de Ética], exposição de três dias ao laquê Césio-158 da Cristina [clone da Hebe Camargo], entre outros). Portanto, manifeste sua opinião, benefício ímpar da democracia cedido por este déspota que vos governa.
 
Ciente de que minha administração segue os trâmites de países democráticos como o Turcomenistão, EUA, Israel e Rússia, por aqui finalizo.
 
Grato pela atenção dispensada.
 
Júlio César, vosso magnânimo, augusto, sempiterno, probo, austero e humilde Imperador - nas horas vagas Representante de Sala.


Escrito por O Imperador às 13h16
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Complexo de Édipo - momento de nenhuma lucidez.

Sempre me indaguei: se comer minha mãe sou incestuoso ou simplesmente tenho um péssimo gosto?

Afinal de contas mamãe tem que andar escondida. Se o Iphan (acho que é isso - aquele instituto que cuida de patrimônios históricos) achar a matriarca lá de casa, ela é tombada no mesmo instante. Ao mesmo tempo penso: e se minha mãe fosse a Monica Belucci, ou a Daryl Hannah, seria eu um homem de sorte, uma facínora sexual ou simplesmente um incestuoso com lugar garantido no céu (o tal deus morreria de inveja)?

Vejamos Édipo. A mãe de Édipo deveria ser deveras gostosa. Afinal de contas, a Grécia antiga tinha mulher bonita a dar com o pau, pelo menos assim dizem os livros de história. E no entanto Édipo, num súbito de sacanagem, decidiu que tinha que fornicar com a própria mãe.

Há a contrapartida. Que mãe teria coragem de dar para um filho? Vocês mulheres que lêem esta joça, e agora desfrutam do desprazer de acompanhar texto tão vil, o que dizem? Se os rebentos de vocês fossem Brad Pitt, George Clooney e o Pierce Brosnan, vocês sucumbiriam à orgia ou guardai-ão-se em uma burca de castidade? No entanto, três gêmeos deste que vos escreve não seriam cobilados pela mãe nem que a mesma fosse a Rita Cadillac. Havemos de pensar sobre estes pontos importantes.

Mas tudo isso retoma a pergunta inicial: se comer minha mãe, sou incestuoso ou simplesmente tenho péssimo gosto?



Escrito por O Imperador às 13h03
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Ah, Daryl Hannah e sua bundona (para os acéfalos, a bunda da Hannah)

Ainda não consegui tirar da minha mente a imagem da Daryl Hannah, tanto de enfermeira (abaixo) quanto de tapa-olho e espada, lutando com a Uma Thurman. Ambas as cabeças por sinal.

Vale também a homenagem a Janet Leigh, dona do grito mais potente e de uma das cenas mais inesquecíveis do cinema. Quem não conhece a famosa cena do assassinato do chuveiro no Psicose. Além disso, ela nos deu Jamie Lee Curtis. Quem assistiu True Lies sabe do que estou falando.



Escrito por O Imperador às 12h53
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Parabéns a burguesia paulistana

Se tudo seguir como o planejado, engrendrado, macomunado e etc, em 2006 nosso prefeito será Gilberto Kassab. Para quem não sabe, ex-secretário de Finanças do ex-prefeito Celso Pitta. Mais uma vez, parabéns à burguesia paulistana

Escrito por O Imperador às 11h02
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Cornelius Priest est*

* Quando Tarantino vier ao Brasil, sem dúvida usarei a tática Padre Cornelius, aquele do maratonista Vanderlei Lima.

Cheguei sábado na Lelê portando dois ingressos. Neles, estava escrito Kill Bill Vol.2 - 21:10. O lugar de adoração era no Bristol. Saltitantes, partimos as 20:30 rumo a odisséia da Avenida Pompéia.

Após eternos dez minutos de espera por um ônibus, saímos a caça de um táxi. Meu marcapasso já estava a ponto de ter um curto. Lelê roía as unhas dos dedos dos pés freneticamente. Subíamos a Pompéia, Everest que para nós não passava de colina, quando Lelê gritou:

- Do outro lado, um táxi!

Atravessei correndo, com a mão extendida, um sinal típico daqueles filmes em que os policiais atravessam ruas nas quais os carros passam à 417 km/por hora. Faltou-me a insígnia policial. Faltaram carros a rua. Chegamos ao ponto de táxi, com um Voyage tetânico parado, com um tio decrépito ao volante. Fingimos que não vimos o infortúnio e entramos, rumo à Avenida Paulista.

Dentro do carro a coisa continuou. Trinta e sete doses de morfina para mim, quarenta e oito unhas roídas para Lelê. Os dois em eterno frisson, a ponto de tomar o volante do motorista e guiar, pelo céu ou pelo mar, rumo ao Bristol. 20:50 e nós parados na Dr. Arnaldo, até que, num surto de motolink que veio desde a Avenida Pompéia, o motorista achou um de seus fetiches, o carro de polícia, e o seguiu. 21:05 e estavamos no Bristol. Lelê confortavelmente sentada na cadeira da sala de cinema. Eu, confortavelmente, sentado ao vaso sanitário mais próximo.

Começou o filme. A cada cena pensava "Star Wars é uma bosta!", "Orson Welles, blargh" e "Hitchcock sucks!". Queria de todas as formas comprar uma espada (Hattori Hanzo), cortar cabeças, comer a Daryl Hannah de tapa-olho (no olho dela, o olho de verdade, para os acéfalos), ter aulas com o Mestre Pai Mei, ser tão bom xavequeiro quanto o Bill, ter um revólver de mármore e rezar todas as noites para Tarantino. Ao fim, ainda perplexo, olhei para trás e Lelê, assim como eu, não piscava. Voltamos ao som de exclamações como "caralho", "foda" e "Uma Thurman". Cheguei em casa ainda traumatizado com tamanha beleza, graça e habilidade. As cenas mais antológicas de minha vida estavam ali, na tela à minha frente. Assim pensei: "eu poderei, ao limiar de minha velhce, juntar toda minha prole, meus amigos e meus credores e dizer, em voz alta:"

"Eu vi Kill Bill Vol.2 na pré-estréia! Adorem-me, reles mortais!"

Agora posso descansar em paz.



Escrito por O Imperador às 10h54
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