A Odisséia
A dura tarefa de comprar um presente para a melhor amiga.
Parti resoluto no sábado. Pensei: "vou roubar um pôster do Kill Bill, e escolher um DVD para Lelê".
Saí de casa com a idéia em mente, mas fui persuadido pela falsa bondade do dono da locadora:
- Eu até te daria esse pôster, mas já prometi para outro cliente.
Filho da puta! Como roubar alguém que ao menos cogita te dar um pôster, já enquadrado, do Kill Bill. Desejei-lhe sorte e fui em direção à Meca dos presentes pobres: as Lojas Americanas.
Como bom comuna, torrei meu dinheiro no antro do capital que, como se não bastasse, tem como razão social mulheres peitudas e sem bunda. Mas que merda não poder demonstrar meu marxismo neste mundo vil! Fui resoluto a comprar DVD's para Lelezoca, quando, de repente, bateu-me uma idéia. Na verdade, vários nomes me vieram à mente: News Kids on The Block, Sparkys, Super Trunfo. Enfim, anos 80. Saí à caça.
Primeiro vi pela frente um CD do RPM. Sim, aquele ao vivo da capa tosca, um ícone de tudo de malévico, e maravilhoso, que habitou os anos 80. Corri atrás de um Super Trunfo, edição carros de luxo, porque nada mais anos 80 do que admirar carros que nunca teremos (ok, ok, isso sobrevive até hoje, mas deixem-me crer que isto é coisa do passado). Passei pela seção dos doces, afim de acrescer ao presente um pacote de balas 7 Belo e os chocolates Batom, que estragaram nossos dentes e acabaram com nossa infância saudável. Por fim, faltava algo.
Resolvi que tinha que presentear também de forma "séria". Assim sendo, aquelas promoções de leve 3 pague 2 funcionam. Um DVD do Clube da Luta para Lelê, Caçada ao Outubro Vermelho para mim. Os 12 Macacos para Lelê (a cega acha o Brad Pitt bonito, vê se pode?), Todos os homens do presidente (é o nome do filme, caralhos, sem trocadilhos infames) para mim. Eis que, de repente, surge um dos mestres dos anos 80 na minha frente. Steven Seagal, ele mesmo, no papel de Nico. Um verdadeiro clássico dos "filmes-fodas-de-violência-que-assistíamos-escondidos". Pronto, completou-se alí o Opus Dei malígno (desculpem o pleonasmo) dos anos 80. RPM, 7 Belo, Batom, Super Trunfo, Steven Seagal e RPM. Só faltou aquele ex-namorado do primário, mas descobri que o mesmo virou alcoólatra depois que deixou a Lelê, ou vice-versa.
Na hora da escolha da caixa, havia uma deveras foda, preta com bolinhas brancas. Pedi para a mulher, para ornar com a fita rosa "Thayomara" que estava a venda. Já sabia do inssucesso, visto que aquela deve ser a única caixa preta com bolinhas brancas no mundo. Clamei em vão, e acabei arrumando uma caixa de viadinho, a cara da presenteada, que anda meio gay ultimamente (com manias até de usar scarpin, aquele sapato de matar ácaros em canto de sala). Durante a entrega, Lucas protagonizou a cena antológica. Ao abrir da caixa, ele exclamou, sem dó:
- Eu quero chocolate mãe. Eu vi!
Sorte das crianças de hoje, que não admiram o Steven Seagal.
Escrito por O Imperador às 13h19
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Diálogos pós modernos - Campanha "Por uma colação de grau engraçada"
Ao ver o comercial da São Judas na TV, com uma monga, provavelmente formada em Mecatrônica discursando na colação de grau, deu-se o seguinte diálogo:
Lelê: Imagine eu fazendo o discurso da formatura?
Júlio: Porra, seria deveras foda!
Lelê: Pode crer, iria zoar muito.
Júlio: Mas tenho um nome foda para o orador da colação de grau.
Lelê: Qual?
Júlio: Leandrinho. Imagina o Leandrinho discursando na colação de grau?
Lelê: Foda, façamos uma campanha para que isto ocorra.
Assim sendo, está instituida a partir de agora a campanha "Por uma colação de grau engraçada". Façamos atas, panfletos e demais porras publicitárias para que Leandrinho nos dê o privilégio de sorrir ao receber o canudo (sem trocaralhos, por favor)
Escrito por O Imperador às 13h14
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