 |
|
|
Imperdível
Ia quase me esquecendo: hoje é dia de Acústico dos Engenheiros do Hawaii. Desligue sua TV.
Escrito por O Imperador às 14h21
[]
[ envie esta mensagem ]
|
Dá até vontade de bater em alguém...
Algumas resenhas de filme chegam a deixar-me de olhos marejados. A do Kill Bill Vol.2, publicada na Revista SET do mês passado é um exemplo. Grandes filmes sempre deram escritas maravilhosas. É como se o autor trabalhasse em sinergia com a obra. É um produto da paixão pelo cinema exposto aos leitores, de forma a induzir o leitor a assisitir o filme, independente se é de seu agrado ou não.
A SET deste mês trouxe mais do que que uma ótima resenha sobre Hero, no penúltimo filme de Zhang Yimou (o último é outro de artes marciais, The House of Flying Daggers). Hero narra a história do Guerreiro Sem Nome, que tenta convencer o Imperador da China, lá pelas caralhadas do século sei-lá, que derrotou todos os inimigos do mandatário-mor da terra dos olhos puxados. Fala-se em mistura de Tarantino e Kurosawa e mais um monte de premissas deveras promissoras. As fotos já dizem porque este filme deverá ser enquadrado, no mínimo, como foda.

Guerreiro Sem Nome (Jet Li) versus Céu (Donnie Yen) tretando sob a chuva.

Neve Voadora (Maggie Cheung) e sua casa, após uma bela saraivada de flechas do Rei de Qin

Momento romantico do filme: Espada Quebrada (Tony Leung) e Neve Voadora

Sexo frágil: Neve Voadora e a jovem Lua (Zhang Ziyi) quebram o pau ao cair das folhas do outono.
Escrito por O Imperador às 12h20
[]
[ envie esta mensagem ]
|
Momento Medi-único
Aproveitando as comemorações de sei-lá quantos anos de Alan Kardec, resolvi integrar-me à uma mesa branca. Mentira, foi uma brincadeira do copo, mas está quase lá para quem está começando nas artes obscuras. Assims endo, consegui uma eclusiva como ele, Sir Winston Churchill. A mesma cara de quando morreu, Churchill relatou-me a vida no inferno, as agruras do reecontro com Hitler e o que ele lembra de Assis Chateubriand. Vamos à ela (a entrevista, leigos!):
O Imperador: Primeiro-ministro, sua opinião sobre Tatcher e Blair?
Sir Winston Churchill: Dois babacas. Foi-se o tempo em que o Império era controlado por pessoas normais como eu. Bebia meu brandy, fumava meu charuto e cagava para o mundo. Aí e me vem aquela mulher frígida (aliás, em off, mais uma típica inglesa) e encaralha todo o Império, em parceria com a Gagá-mãe, digo, Rainha-Mãe. Depois disso, o mauricinho do Blair, uma versão política do Oasis. Sempre, em toda minha vida, preferi a política Rolling Stone. Mesmo os Beatles são viados, ou trabalhistas, fica à sua escolha.
OI: O senhor reecontrou amigos e inimigos no inferno?
SWC: Ah, quase toda minha patota está por aqui. O Roosevelt, aquele aleijado, vive enchendo meu saco. Falo pra ele que os EUA estão para o mundo assim como a Noel Gallagher está para música, e ele me vem com destino manifesto, Lincoln (que sempre evita o aleijadinho aqui embaixo) e essas baboseiras yankees. O Stálin é outro que não pode me ver e já quer um gole. O Hitler ficou meio ressabiado no começo, porém agora somos até colegas. Mas tem um brasileiro aqui que eu nunca lembro onde o conheci, porém ele me trata como se tivesse mamado na minha mãe...
OI: Quem, ministro?
SWC: Um tal de Chateubriand. Diz que fui por ele nomeado cavaleiro de sei-lá-o-quê e blá blá blá. Não lembro nem da nomeação de cavaleiro que a velha da Rainha me deu, vou lembrar de um brasileiro. Só não esqueci dele por completo porque ele foi o único retardado a comprar um quadro meu. Nem mamãe fez isso por mim.
OI: Recentemente acharam um papagaio que supostamente pertencia ao senhor. Isto é verdade?
SWC: Não. O único papagaio que tive foi Isaac, e ele foi capturado pelas tropas nazistas quando trabalhava como adido do meu gabinete em Vichy, na França. Morreu três anos depois em Auschwitz, por causa do nome.
OI: Algum recado para seus fãs (sic) no Brasil, ministro?
SWC: Ah sim, na verdade é um recado do Capeta. Ele pede para avisar que o senhor Paulo Maluf não virá para cá, pois o medo da concorrência aqui é grande.
OI: Obrigado ministro.
SWC: Eu que agradeço por esta possessão terminar antes do meu chá.
Escrito por O Imperador às 12h09
[]
[ envie esta mensagem ]
|
Eu votei no David Palmer
A eleição americana é tão bagunçada quanto minha gaveta de meias (mentira, não tenho uma gaveta só para meias, mas tudo bem, a metáfora é boa). Assim sendo, consegui participar do pleito norte-americano, pois sou tão viciado em eleições que voto até em escolha de sindíco do prédio alheio. Olhei os vinte e tantos candidatos. Em dois eu nunca votaria: Bush e um outro, cujo nome esqueci, integrante do Partido da Lei Seca (plataforma de governo: abolir o consumo de bebidas alcoólicas). Nem bêbado eu falaria uma coisa dessas.
Ponderei e votei no David Palmer. Para quem não sabe, Palmer é o presidente dos EUA no seriado 24 Horas. Negro, liberal e, provavelmente, corinthiano, Palmer é um dos presidentes mais "sangue-bom" da história do cinema, seriados e afins. Não é a favor de guerras tolas, não é protecionista, e não tem aquela idéia de "América para os americanos". Até que um árabe tente explodir LA, claro. Mas sempre teremos por perto também Jack Bauer, o mocinho da série. É, na ficção os States são tão, tão, tão... fictícios?
Escrito por O Imperador às 12h00
[]
[ envie esta mensagem ]
|
O aumento do feijão, o resultado da eleição e a escala, rumo a Sibéria, em Algumacoisaquistão
Pois bem, a classe média decidiu. Aqueles rapazes e moças galantes que comem mortadela Malba e arrotam Belluga, mais uma vez, escolheram o candidato típico de suas ilustres biografias. Aquelas senhoras católicas e seus senhores, administradores, votaram no "homem do planejamento". Tudo ocorreu conforme o planejado.
Dona Marta, se fosse por voto dos nossos príncipes de Salina, iria no mesmo avião que este - um Tupolev caindo aos pedaços, normalmente "guinchado on air" por um Sukhoi - para a erma Sibéria. Mas os Salinas não possuem cacife para tanto. Nossos "gattopardos" terão de contertar-se em aguentar a "Tia Marta" reclamar do "governo" Serra. E com razão, visto que minha torcida pelo "quanto pior, melhor" está a mil. E foda-se São Paulo, porque assim quiseram seus "eleitores".
No mais, este que vos escreve abismou-se antes do embarque. Um absurdo, é só o governo federal levar "nas bombachas" no Sul e tomar "um piau" em Sampa que o feijão sobe. Ia mostrar aos meus futuros vizinhos as maravilhas da culinária tupiniquim. Agora posso, no máximo, levar miojo por conta do efeito Serra. De qualquer forma, eles vão achar melhor do que gelo em formato de bife.
E agora, diretamente do Algumacoisaquistão, numa lan house habitada por camelos, lhamas, ornitorrincos e outros animais estranhos (acabo de ver o Zé Aníbal e o Saulo de Castro), desligo, rumo a Sibéria. Au revoir, meus caros.
Escrito por O Imperador às 11h42
[]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |



|
 |