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Notícias que avisam: o Natal está chegando.
O Dogão (aquele cantor digital, o Gorillaz tupiniquim) tem um blog.
A Monica Belucci participou da solenidade que acendeu as luzes de natal na Champs Elysée, em Paris.
A Madonna está cada vez mais influenciada pela cabala.
A professora de Legislação me deixou de sub, enquanto metade da sala tirou dez de média (Lelê, Rosana [que hoje vai passar por aqui e comentar, nem que sejam "reticências"] e Maria, por exemplo).
Dida, Sorín, Tévez, Roger, Petkovic, Ronaldo Gaúcho, Zidane, Zoff, Platini, Cruyff e mais um monte de craques, além do técnico Rinus Mitchel, irão vir ao Corinthians assim que der-se por findado o processo de parceria.
Mais uma empresa americana de lanches tenta a sorte no país.
Daqui a pouco os caminhões da Coca circularão pelas ruas de Sampa.
Não vou ganhar nada, como em todos os Natais anteriores.
Vou diminuir o excesso de calorias ingeridas de uns tempos para cá.
Não vou parar de tomar cerveja.
Vou melhorar minhas notas na faculdade, no ano que vem.
Não vou parar de tomar cerveja.
Tentarei abdicar da sinuca.
Não vou parar de tomar cerveja.
O PMDB vai fechar com Lula, com ou sem Roseana Sarney.
Algum país no Leste Europeu terá um Natal sangrento.
Bush é presidente dos EUA.
Minha amada imortal e seu cavalo branco ainda não chegaram.
E tudo termina como sempre, salvo uma ou outra excessão.
Escrito por O Imperador às 12h00
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"Eu tenho uma tese", "minha tese de mestrado é..." ou "isso daria uma tese"
Ontem foi dia de participar de mais uma masturbação pedagógica sobre os caminhos do país na educação. Na mesa, Marie-Pierre (diretora de "não faço a menor idéia do quê", do Unicef), o sempre magnífico Rubem Alves, Esqueci o Nome (de sei lá onde), Ana Blá Blá Blá (diretora da escola Amorim Lima, aqui em Sampa) e o burro, estúpido, ignorante e metido ao neo-jornalista educacional, Gilberto Dimenstein (jornalista (sic) da Folha). Debate vai, debate vem, e todos sempre vaticinavam: "isso daria uma tese".
Creio que isso mostra o quanto o Brasil é um país utópico. Falo isso com base, e por que não viga mestra, neste que vos escreve. Armar conjecturas, traçar planos, metas ou outro nome que você queira dar para enrolação do "depois farei algo" é meu campo de atividade. Porque considero mais fácil vir aqui e escrever impropérios contra o Estado, contra o poder paralelo, contra a puta que o pariu, e não ir à rua ajudar alguém, plantar uma árvore, proteger um animal em extinção ou mesmo doar aquela camiseta velha que uso para dormir, uma vez que está calor. Rápido, simples e indolor.
Mas não sou o único mulato inzoneiro a praticar tal esporte. Nossos jornais estão cheios de pessoas propagando que a paz mundial está num estalar de dedos, desde que não sejam os nossos. Jabor, Mainardi e etecéteras ganham dinheiro às custas do sofrimento alheio, ainda posando como mártires de uma causa que muitas vezes desconhecem. Os socialistas utópicos, se hoje vivessem no Brasil, provavelmente nos chamariam de sonhadores. E isso daria, como sempre, uma ótima tese.
PS: Hoje, assim como o Edward Norton no Clube da Luta, estou com vontade de destruir algo belo. Sorte da Monica Belucci estar lá França, acendendo as luzes da Natal da Champs Elysée.
Escrito por O Imperador às 12h16
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"Toca Rauuuuuuuuuuuuuuuuuuuul"
Raul Seixas sempre foi um pé nos bagos. Como diria a Jô, com seus comentário magníficos no blog da Lelê, ele engrossa a fila dos que merecem um tiro no cu. Pois bem, o pior é que sempre temos nossa fase Raul. Você pode até dizer que não, mas já se flagrou cantando Gita ou Metamorfose Ambulante numa rodinha com um violão e um monte de bêbados, maconheiros, os dois ou mesmo sua imaginação, ébria e maconhada.
Isso ocorre porque todos um dia tem que pronunciar a maldita frase que estraga qualquer "show". É só juntar no mínimo dez pessoas, um violão e a pergunta "o que vocês querem que eu toque?" que já vem um retardado e grita "Toca Rauuuuuuuuuul". E agora, no Congresso Anual dos Merdas que Gostam do Bosta do Raul, rolou um cshow em homenagem ao nefasto, com músicas de sua autoria interpretadas por gente do quilate de Pitty (!!!), CPM 22 (!!!), Caetano Veloso (!!!!!!!) e Toni Garrido (numa versão de Gita pior que a original!!!) dentre outros. Duas músicas dele se salvam, no original: Carimbador Maluco, pela influência infantil e Eu nasci há dez mil anos pela "qualidade histórica". A primeira, a única que tentei ouvir inteira, foi regravada pelo CPM 22 (aqueles rapazes que pensam que cantam). Pau no cu do Rauuuuuuuuuuuul.
Escrito por O Imperador às 12h05
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Da série: "Meninos, eu vi!"
Dia desses, como faço diariamente, voltava para casa. O mesmo ônibus de sempre, o mesmo destino: Terminal Lapa. Entrei no ônibus com a mesma estafa de sempre, com o cabelo desgrenhado de sempre, com o suor de um dia de labuta de sempre.
Parei em frente a catraca da cobradora e não conseguia tirar o dinheiro. Não conseguia respirar. Não conseguia proferir nem o ABC. Afinal de contas, um dos fatos mais insólitos de minha vida deu-se naquele momento. Não, nada relacionado à menstruação, descoberta de um tumor ou crescimento exarcebado de cabelos. Naquele momento, paguei um pau monstro para a cobradora.
Sim, você não leu errado. Estava prostrado em frente a catraca, admirando a beleza da funcionária da Viação Santa Brígida. E sem uma gota de álcool no sangue (pode achar impossível, mas eu juro pela fábrica da Bohemia!)!
Ela devia ter uns 20 anos no máximo. Loira, olhos castanhos e um jeito daquelas meninas caiçaras e semi-hippies (porque vendem aqueles adornos inúteis na praia). Vestida de surfista calhorda, custei a acreditar no cargo dela, afinal só as mães de nossos amigos podem ser cobradoras de ônibus (para aquela alopração homérica na escola, quanta saudade). A princípio achei que a mesma tinha sentado ali por fetiche, ou que estava participando de alguma novela da Globo, onde até as empregadas são maravilhosas. Quando percebi que ela me devolvia o troco, constatei que era cobradora, pois seu crachá da Santa Brígida escorregou próximo a região dos seus belos seios. Desencanei totalmente quando ela começou a conversar efusivamente com uma das usuárias do coletivo. Afinal de contas, cobradora de ônibus bonita e ainda lésbica é fetiche demais para uma só noite.
Escrito por O Imperador às 11h58
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Preparem-se....
Arnaldo Jabor e Rita Lee estão em um projeto.
Preta Gil, Lanlan e Davi Moraes vão lançar uma banda, os Tresloucados.
Daqui a pouco Tonico e Tinoco, Tony Bennet e Reginaldo Rossi darão cursos sobre cabelos lisos?
Escrito por O Imperador às 12h29
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Bi-curious, ou "Todo homem que usa guarda-chuva é viado!"

Sim, o profile acima é meu. Não, eu não sou bi-curious. Para aqueles que moram na Zona Leste ou não possuem conhecimento sobre a língua pátria de Hugh Grant (por que citei ele, droga!), o termo bi-curious no orkut é o mesmo que viado.
Leonor Macedo, a eterna amiga (termo não hetero), pregou (outro termo bicha!) uma troça (mais um!) com este que vos escreve. Com senha e login de Júlio à mão, perpetrou a calúnia. Depois de rir muito deste que vos escreve (e numa atitude totalmente gay, ri junto!), Lelê contou o ocorrido, porém era tarde, e virou-se noite e dia no mundo com Júlio sendo bi-curious. O saldo disso tudo: risos com piadas insanas e homofóbicas, situações constragedoras com a música It´s Raining Man no percurso à Pompéia e vinte e sete convites para sair com pessoas "não straight".
Ah, e a constrangedora constatação de que homem que usa guarda-chuva realmente é viado. Comprarei jornais, aos montes, quando chover.
Escrito por O Imperador às 12h25
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O maior dos males da história.
Eu não tenho mais dúvidas de que o ego é o maior vilão da história. E também não tenho dúvidas de que é um sentimento intrínseco a ala masculina da raça. Senão vejamos: alguém duvida que Hitler fez e aconteceu por conta de seu ego. Napoleão então, nem se fala. Auto coroou-se dono da Igreja, na frente do Papa, ou seja, uma forma clássica e egoísta de se dizer, a todos os pontos cardeais: eu sou foda! Alexandre Magno é exemplo clássico, pois é egoísta até no nome. César, com suas frases de efeito, as construia de modo a alimentar o famigerado monstro egoísta que habitava suas entranhas.
Já as mulheres tem o poder sublime da ironia. Carlota Joaquina, e seu humor (mau?) mordaz, era de uma ironia fina. Estava correta em querer abandonar as terras bugrinas e voltar para Portugal. Só o rotundo Dom João, com o egoísmo maior que a barriga, queria saciar a fome de seu ego na futura pátria de chuteiras. Dona Maria, a louca, também demonstrou o finesse de sua ironia ao proclamar a célebre frase: "se eles não têm pão, que comam brioches". Os populares egoístas da França nada entenderam, e decapitaram a pobre Rainha. Catarina e seu caso com Rasputin, um sacerdote feio a dar com pau, mas egoísta por propagar que possuía uma genitália maior que os chifres do Duque da Cornuália (aquele Charles, outro egoísta), é outro exemplo.
O campo das artes também traz exemplos clássicos. Frida Khalo era feia de doer, mas pintava de forma magistral. Mostrava a ironia de ser e fazer outro mundo, uma vez que o antogonismo certas vezes funciona como ponto de ironia. Já Da Vinci, mesmo gênio, era egoísta ao ponto de querer inventar tudo que hoje nos faz feliezes: helicópteros, ateísmo, ouro no lugar de chumbo. sofia Copolla foi irônica ao mostrar os maus-tratos e a colidão de uma mulher perdida no Japão (o mesmo que Marte para um ocidental) em "Encontros e Desencontros". Já o pai mostrava a busca insaciável dos Corleone pelo poder em "O Poderoso Chefão". Belo filme, porém deveras egoísta.
Em suma, vale-se ressaltar que tudo se encontra como está por conta do ego masculino. Inflado ao extremo, cria ramificações que ainda darão cabo a civilização. Bush, Putin, Berlusconi, Fidel, Lula e outros são todos egoístas em seus planos de ação. E não possuem nenhuma graça. Em contrapartida a ironia feminina, seja em Madre Teresa ou em Helen Fielding, é nossa Arca, tal qual narra a egoísta bíblia. Ok, ok, tavez a Condolezza Rice seja excessão. Mas afinal, quem acha que ela é mulher?
Para completar, peço comentários a este texto. Como todo bom homem, meu ego está faminto.
Escrito por O Imperador às 12h08
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