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Short Cuts
Maluf, no auge da empáfia, entrevistou a si próprio! Qual será a próxima? Pegar grana em público?
Após descobrir que tem três anos de discurso, dentre os cinco restantes de vida, Fidel libertou Riveros.
Ontem Roberto Marinho completaria 100 anos. Graças a Marx ele foi antes disso!
FHC anda tão saidinho ultimamente...
Lula anda tão saidinho ultimamente...
Palocci continua a merecer o mármore do Inferno.
Eu, assim como os argentinos, se visse uma fragata de nome Rademaker, desceria o braço na metralhadora.
Oliver Stone (e depois dessa notícia, eu!!!) disse que sonha com Fidel interpretando o avô do Super-Homem!
Fernando Morais é o cara! E Cem quilos de ouro, o livro!
E chega...
Escrito por O Imperador às 12h40
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Sim, não e, quem sabe, talvez...
Eu sempre achei que a ditadura deixou muitas chagas para o Brasil. O AI-5, Delfim Netto, Figueiredo e outros. Mas a campeã, sem dúvida, é a exdruxula Lei de Imprensa. Criada em 1967, com o pensamento no século XII, esse pedaço abjeto de papel que chamamos de Lei contém os maiores absurdos da humanidade.
A prova de Legislação veio com uma questão que causou discórdia entre os jornalistas da São Judas. O texto - simplório - falava sobre omissão, artigo 18 e outras papagaiadas do Direito. Pois bem, a professora acrescentou, magnânimamente ao texto, o seguinte trecho, transcrito de memória: "deixar de informar sobre fato relacionado ao Deputado Federal, sobre seus atos e planos, caluniado por outro Deputado da casa". Era uma merda deste tipo, mas serve de exemplo.
Como todos aqui já sabem, peguei substitutiva nesta matéria (prova extra, para os não são judianos). Intrigado com meu erro, dirigi-me ontem para falar com a desgraça em forma de mestra. Andentrei a sala, esperei pacientemente cinco mil perguntas de outros e, na minha vez, fui sucinto:
- Professora, qual a resposta correta?
- Sim e não, Júlio.
- Como?
- Ele deve ser preso se omitir a notícia para ganhar qualquer vantagem, e não deve ser preso e não obter vantagem.
- Professora, isso é ridículo! O exemplo escrito...
- O exemplo não serve como base, Júlio!
- O quê????? Como não, está na porr...
- Júlio, você poderia usar qualquer exemplo, era só pular o trecho entre aspas!
- Professora, o que é isso???!!!??? Tem um exemplo no texto e eu tenho que dar uma de Shakespeare e bolar um conto ao léu, para usar como base???
- É.
- Ah caralho. Isso é como descobrir a Teoria da Relatividade enquanto caminhamos na rua!!!! (estalar de dedos ao fundo). É um absurdo de tão simplório.
- Mas então, era isso mesmo. Eu disse nas aulas... blá blá blá.
Já tinha desistido. Durante as aulas dela li "O Leopardo" e "O Código Da Vinci". Vinha-me a mente o baile do Príncipe de Salinas, com Claudia Cardinale dançando magistralmente, e a Sophie Marceau no papel de Sophie Neveu.
- Tá, o que cai na prova?
- Lei de Imprensa.
- Puta merda! [momento Conte Lopes on] Por isso que sou a favor de que tudo seja resolvido na bala! [momento Conte Lopes off]
E saí puto da sala para descobrir que, na prova de Relações Sociais e Econômicas, escrevi que a crise do petróleo no Oriente Médio foi em 68, quando a mesma ocorreu, em meados de 74. Minha mãe morreria de vergonha, se soubesse ler.
Escrito por O Imperador às 12h26
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Diálogos pós-modernos - Momentos de infâmia
No bairro da Mooca, no Vilarejo, no aniversário da Heloisa:
Heloisa, para Lelê e Júlio: Vocês estão meio perdidos por aqui, né?
Lelê: Imagina, está tudo bem!
Júlio: Perdidos, que nada! O Itaim, por sinal, é um bairro lindo...
*escondendo-se embaixo da mesa, por completa vergonha*
Em tempo, o lugar é deveras aprazível. Lembra uma vila italiana, ou seja, é como uma Nápoles do Terceiro Mundo. A coleção de carros é simplesmente incrível, com marcas como Corvette, Cadillac, BMW e outras. O banheiro lembra da minha tia-avó Emenengarda, com uma torneira enferrujada (propositalmente, por favor) de invejar qualquer designer, arquiteto ou sei lá quem que venha a mobiliar casas alheias. Ah, e a festa estava para lá de boa, com companhias maravilhosas. Parabéns a Helô, ao pastiche a culturas e arquiteturas do primeiro mundo e ao Cadillac, lindo de corar a Monica Belucci.
Escrito por O Imperador às 08h58
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Para não usar clichê no título
Ia usar "O roto e o esfarrapado", mas a nata da imprensa nacional chegou antes de mim. Paciência.
Nosso mulato inzoneiro, o Fernando "Honoris Causa" (ou simplesmente FHC) que enche a mamãe e o papai de orgulho por frequentar a casta catedrática da Sorbonne, nos veio com críticas altivas ao governo Lula e seu comissariado do tamanho de um Pontenkim, como "o rei está nu" (o que é, por sinal, uma frase digna da altivez intelectual do nosso ex-presidente, ainda mulato). Daí segue-se o tiroteio do escalão governamental contra os emplumados tucanos na seara da aberração nacional, nosso querido Congresso. E o Palocci, o menino do superávit, dá um tiro na nuca de FFHH com o melhor PIB dos últimos oito anos, com vias de ultrapassar a média de nosso mulato (que governou o país por longos oito anos). Eu sabia que ao menos um ato bondoso o Palocci iria realizar. FFHH e Dona Ruth devem estar a essa hora fulos da vida, em seu café da manhã. Pensando bem, creio que não. Assim como Palocci, eles nunca estiveram "muito aí" para o Brasil mesmo
Escrito por O Imperador às 08h39
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Hoje eu estou perdidamente sem assunto. Dei uma olhada nos jornais à caça de algo, mas até eles estão monótonos. Só para dar dimensão, nem título para isso tenho capacidade de fazer hoje. Portanto, para não dizer que não tenho nada a escrever, vamos à uma enquete:
Na sua embasada opinião, a professora de Legislação é:
a) Estúpida
b) Estúpida e imbecil
c) Estúpida e imbecil que cheira a naftalina
d) Estúpida e imbecil que cheira a naftalina por conta de suas roupas de brechó
e) Estúpida e imbecil que cheira a naftalina por conta de suas roupas de brechó, bem como esclerosada.
f) Todas as anteriores.
Votem, por favor.
Escrito por O Imperador às 12h46
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Merchandising.
Depois de séculos, atualizei o fotolog. www.rasecjulio.fotoblog.uol.com.br
Visitem, não dói!!!!
Escrito por O Imperador às 12h30
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Este post é dedicado a interessantíssima Heloisa. :o)
As pequenas coisas estão no pré-maternal, poderia dizer algum pedagogo. Deixando a filosofia infame de lado, conversava até há pouco com a Heloisa, que tomarei a liberdade de chamar de Helô, sobre o caos de nossa metrópole. Helô narrava a epopéia de cruzar a Marginal do Rio Tietê, desde o lado Leste da cidade até a Rodovia Castelo Branco, já confluência da Marginal do Pinheiros, rio tão fétido quanto o primeiro. Obras de rebaixamento da calha dos rios, poeira em um sol absurdo de quente (agradeçam aos EUA e sua recusa ao Protocolo de Kyoto) atrapalham a ida dela durante o percurso que, sem trânsito, pode ser feito em quarenta minutos. Com trânsito, obras e um sol capaz de transformar carros, pistas e pessoas em uma massa única, nossa heroína levou duas horas escaldantes no trajeto. Durante a narração da história, lembrei-me do filme "Um dia de fúria", tentando buscar compreensão na paranóia de Michael Douglas, preso a um mundo burocrático e obviamente a beira do caos. De como é uma merda viver numa sociedade (de novo esta palavra por aqui, estou parecendo um catedrático de Sociologia) em que nem o direito de se trafegar confortavelmente nos é privado.Antes que derive para uma análise academica sobre a sociedade, o que fará com que vocês, nobres leitores, não terminem de ler este texto, vou encerrá-lo com um agradecimento pela inclusão, no meu ciclo social, da Heloisa, a moça deveras interessante a quem este texto é dedicado e tema, apesar das divagações sobre o Michael Douglas. Ah, e aproveitar para agradece-la pelos papos de MSN. Fica provado então, que por mais que reclamemos dos aparatos tecnológicos que nos aprisionam, nada seríamos sem eles. Eu, por exemplo, não teria um inicio de domingo magnífico sem o advento do MSN. E da Heloisa também, claro...
Escrito por O Imperador às 00h54
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Escambo Social
PS (leia Pré Scriptum): É terrivel ir sozinho ao cinema. Armo conjecturas nas quais ligo para ela. Ela aceita ir comigo, assistimos um filme com a Meg Ryan e o Tom Hanks, dividimos carinhosamente a pipoca e o refrigerante, nos beijamos, junto com Meg e Tom, e volto para casa suspirando.
Descobri recentemente que nas estações de metrô podemos trocar cinco latas de refrigerante, cerveja, vinho São Tomé e afins por um ingresso no Cinemark. Contei em casa a peripécia social e senti-me tão rechaçado quanto um comunista, quadro da Stasi, pulando o Muro de Berlim, em frente ao Portão de Brandeburgo, para descobrir o sabor de uma Coca-Cola no lado Ocidental. Minha irmã, no alto de seu nazismo evangélico, propagou impropérios sobre a pobreza, numa atitude racista de corar o Goebells. Piadas sobre pagar o ônibus com latinhas e outras rolaram em casa, as quais repliquei, em minha saída triunfante, bradando sobre a burrice das massas que ignoram eventos sociais deste porte, dizendo que os pobres arrotam caviar ao degustar mortadela. Típico discurso de quem está a caminho da pobreza, mas conservou os livros de Marx e Trótsky. A saga do escambo social também renderia uma tese absurda sobre o por quê da não inclusão social dos desvalidos. Fui imaginando que a exclusão da massa não permitiria que a mesma soubesse de tal indício de socialismo. Após idas as estações Tatuapé, Sé e Ana Rosa, descobri que somos uma sociedade consumidora de informação. E descobri a tentação do escambo social, apesar de achar que todas as máquinas foram consumidas por latas de cerveja Guinnes, de jovens ricos do Jardins que não gostam de gastar seus dólares convetidos em moeda pátria no cinema. É como a USP, vedete dos condes e condessas de Volks Beatle. Ao fim tudo deu certo e a sessão de cinema foi com o interessante "Capitão Sky e o dia de amanhã". Valeu ver Angelina Jolie de tapa-olho e sotaque britânico, de dar inveja ao Michael Caine. E quem disse que, no governo Lula, não haveriam alguns eventos de cunho social, em contrapartida ao superávit primário do Palocci, hein?
Escrito por O Imperador às 00h12
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