Dura Lex Sed Lex


Atenção, o Júlio se auto-presenteará em cinco minutos.

Aderindo ao universo consumista, agora tenho celular novo. Aos interessados, email para rasecjulio@uol.com.br.

Aos mais interessados ainda, a contribuição para a vindoura dívida pode ser feita através do Banco Real. Consultem a conta comigo.

Grato.



Escrito por O Imperador às 12h33
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Cartinhas Fofuchas de Natal

Esta enviada pela Super Bia. :o)

*** Cartão-crônica de Natal ***

 

- Para quem você comprou presente de Natal, Bi?! – pergunta Lelê, tentando fugir do trabalho.

 

- Para a família, pequena graças a Deus; o Clau, meu amorzinho; a Lu, amiga-para-toda-obra de 7 anos; o Rocha, primeiro chefe e segundo pai; a Valéria, terapeuta dos piores dias; a Francisca, que me ajuda com a limpeza de casa; você, por motivos óbvios; e o Júlio, por ter sido uma surpresa fofa em 2004.

 

- Quer dizer que o Júlio é o “amigo do ano”?!

 

Isso! Amigo do ano. Impossível achar definição melhor para alguém que fez um scrap sobre o Harry Potter virar cinema com pipoca no Bristol, caminhadas na Paulista, diálogos intermináveis por e-mail (fúteis e existenciais), baladas furadas, bolo de sanduíche de mortadela, pau na sinuca e competição de piadas infames.

 

Sempre que vejo um filme bosta, lembro de você (e do seu mau gosto cinematográfico!), querrrrrido. Quando a zica me persegue, lembro da teoria sobre a conspiração do universo para me render crônicas. E nos momentos de ira com o Clau, por morar na PQP de Pirituba, lembro que ele não está sozinho. Brincar de Djúlius vicia, sabia!?    ;o)

 

Espero que ano que vem a gente possa retomar nossos passeios tragicômicos, afinal, a correria natalina já terá passado, o site aqui do trampo deverá ter estreado mais umas 7 vezes e o namoro não será mais tão novidade assim. Saudade de você...   :o)

 

Ah! Quase ia me esquecendo do motivo deste cartão-crônica. É que depois da morte da maior fã de Natal que eu conheci, ainda estou tentando me reacostumar com as festividades do mês de dezembro. O presépio, por exemplo, não tem mais a menor graça para quem abandonou por completo as crenças católicas. Mas decorar a casa até que foi (atrapalhadamente) divertido. E adivinhar o que as pessoas especiais da nossa vida gostariam de ganhar de presente mostrou-se pura adrenalina.

 

O seu, aliás, é básico (embora a Hering não mais seja uma loja popular há tempos), mas traz na cor toooooooda inovação [leia com voz afetada]: aposto que você não tinha dessa!    ;o)

 

Enfim, tô liberada do “Feliz Natal e um Próspero Ano Novo”!? Posso terminar só com beijos de lombinho, arroz de forno, maionese e farofa?!

 

Beijos de lombinho, arroz de forno, maionese e farofa.

:o)

 



Escrito por O Imperador às 12h31
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Minha gente!!!!

Ontem fui convidado para ver o novo Marlon Brando, o ressureição de Orson Welles, a cópia de Gregory Peck em ação. Luquinhas ontem interpretou a sua (assim creio) primeira peça escolar.

Lembrei-me, de imediato, de minha única incursão no mundo teatral. Foi na sétima série da escola onde, apesar de pequenos proletários forjados pelo Estado, tinhamos visão política suficiente para fazermos uma peça sobre o Collor. E o escolhido para ator principal foi ninguém menos do que este que vos escreve.

Bate-me uma nostalgia lembrar de toda a peça. Entrava no palco com o indefectível gel, usado a quilo na minha vasta cabeleira (quanta saudade!!!), terno e gravata e entoava, para um páteo abarrotado: "Minha gente!!!!". Depois disso discursava sobre o Plano Cruzado e o confisco da poupança alheia, quando as meninas da sala entravam de cara pintada gritando "Impeachment Collor!!!!". Meus seguranças, devidamente armados, começavam a rechaçar a manifestação, quando um deles acerta um tiro no coração (sem querer??? Duvido muito!!!) do ex-presidente e ele cai duro no chão. Aposto que o velho Bardo ou Goethe choraram de emoção em seus túmulos. Ao fim o Thiago vinha ao palco e informava que novas eleições seriam convocadas. Acabamos por esquecer do Itamar.

Pois bem, Lucas ingressou bem na arte de interpretar. Ao entrar no palco, fantasiado de árvore, o pequeno reparou a tamanha babaquice a que as crianças são sujeitas na escola. Depois de ouvirmos elas entoarem o Hino Nacional, lutarem judô e tentarem algo parecido com o Lago dos Cisnes (nada contra as crianças, isso é maldade do corpo docente), entrou a peça brevemente inspirada em Shrek, ou seja, uma miscelânea de contos de fadas, com Chapéu Vermelho, Três Porquinhos, Cinderela. Pensei que até a Tumbelina iria dar as caras por lá.

Lucas entrou e, olhando aquilo, recusou-se a - como o Kevin Costner - acabar com sua carreira artística no que era o "Waterworld" infantil. Clamou pela mãe e desceu o palco para dar seu grand finale, que viria logo depois. Numa jogada de mestre, o pequeno, ao cair dos panos, subiu sozinho ao palco para seu momento Jerry Seinfeld, com um monólogo deveras engraçado. Juro que imaginei ele contando a história da queda de seu avô na rua, sempre narrada como: "vovô caiu e puft!!". Se isso ocorresse a Broadway teria letreiros homéricos para Lucas.



Escrito por O Imperador às 12h14
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A Santa Sé agradece

Eu sou totalmente a favor de heresias. Cruzes de ponta cabeça, padres pedófilos, churrascos de faculdade. Enfim, qualquer ato que degringole de vez a eminência parda que a Igreja Católica pratica me faz bem ao espírito e ao riso, principalmente. Agora, colocar Bush e Blair no presépio - tal qual fez o museu da Madame Tussaud - já é, digamos, uma grande presepada (sacaram???hein????hã???), não??? Nem o fictício Jesus merece uma dessas.

Escrito por O Imperador às 11h52
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Teoria da Não Evolução.

Caetano e Paula Lavigne desquitaram. Mas que merda, eles já procriaram, não é?



Escrito por O Imperador às 11h38
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Mais uma imortal no bolão Pé na Cova.

E não é que a Stella Barros foi para a Terra do Mickey. Será que o Walt Disney vai, finalmente, cobrar os royalties?

Escrito por O Imperador às 11h37
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Nossa língua lusitana

Dias desses relembrei a alguns amigos uma história muito engraçada (ao menos quando contada ao vivo) sobre as peripécias que minha mãe realiza com a língua pátria.

É algo assim. Imagine a família (eu, mamãe, dois irmãos, uma irmã, quatro mil e dezessete sobrinhos) reunida na sala (de estar e jantar, porque sou proletário). Pois bem, inicia-se o diálogo:

Mãe: Aquele sínico é um filho da puta!

Júlio, abafando os risos: Aquele o quê, mãe??

Mãe: O sínico!

Júlio, rindo loucamente: Hahahahahahahaha, a senhora quer dizer síndico, não? Hahahahahaha!

Mãe, olhos marejados: Ah moleque, você e sua mania feia de corrigir os outros, só porque estuda jornalismo e...

Mamãe infelizmente não pode completar a frase. Atacada por uma crise de choro absurda, saiu correndo para o quarto, no mínimo me chamando de bastardo (será que ela erraria "bastardo"?). Eu, no meio da sala, olhei para a família. E todos olham de volta, com a cara dos parentes do Macaulay Culkin em "Esqueceram de Mim' pensando, enquanto suas cabeças balançam negativamente:

- Esse Júlio!

É sempre gratificante estragar uma reunião familiar...



Escrito por O Imperador às 12h52
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Babação de ovo a quem merece ter os ovos (fictícios, por favor) babados...

Ontem foi dia de passear e conversar com Rosana Villaça, aquele absurdo de beleza que dá o ar da graça em nossa sala. Andar as ruas de Sampa com ela é como desfilar de Jaguar, ou mesmo como vergar sob a cabeça a mais bela das coroas, com a mais bela das diademas. Ao fim, depois de junk food (Black Dog, ao menos de qualidade indiscutível) na Paulista e caça a DVDs na Americanas, saí com a semana completa, logo na segunda-feira, e a auspiciosidade de um repeteco. Ninguém manda, além de bela, prometer que os encontros tornar-se-ão semanais.

Ah, desde já cabe meu muitíssimo obrigado.

PS: Para fins jurídicos, este post está devidamente autorizado pela citada.



Escrito por O Imperador às 12h35
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Pensata.

Entreouvida nos salões áulicos da Sorbonne:

"FHC não pode ir a enterro que logo quer tomar o lugar do defunto, só para ser alvo de homenagem"

Autor desconhecido...



Escrito por O Imperador às 12h59
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O estupro de Bridget Jones

Eu nunca, em toda a minha vida cinematrográfica, vi uma adaptação tão ruim no cinema quanto a do maravilhoso livro "Bridget Jones: no limite da razão". Creio que todos os leitores desta joça já empunharam grandes livros pela rua, de modo a destoar-se da pátria burra de chuteiras que somos.

Assim sendo, creio que ao menos 70% dos seis leitores (que não são os do Veríssimo, do Xexéo, nem do Agamenon) deste blog já leram os livros da Helen Fielding, a mulher que explica como ninguém o que são as mulheres. A sensação masculina que se tem, ao término da obra, é a mesma que o Roosevelt sentiria se entrasse - de cadeira de rodas - furtivamente no Reichstag e roubasse todos os planos nazis de conquistar a Europa.

Sem me alongar mais a obra, a versão hollywoodiana é tenebrosa. Furos de roteiro, alteração de pontos cabais do livro (o "caso" Mark Darcy/Rebbeca vai causar tendência suicida aos fãs mais xiitas). É algo como uma versão do Senhor dos Anéis dirigida pelo Dominic Sena (60 segundos) ou pelo Roland Emmerich (Independence Day/Godzilla) e estrelada por grandes atores como Vin Diesel, Paul Walker, Katie Beckinsale, Billy Zane e mais um monte de gente ruim. Para não dizer que tudo é contra, Reené Zwellger saiu-se bem, entre mortos e feridos, junto com Hugh Grant, bem como o Colin Firth, que melhorou muito em relação ao primeiro longa. Mas o resto, bem, o resto é resto. Daqueles que nem depósito de lixo hospitalar aceitaria.



Escrito por O Imperador às 12h47
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