É tudo uma questão gráfica, que se foda a semântica.
Graças a fama de mau leitor do brasileiro (que aliás, nosso povo e nosso editores sustentam com unhas e dentes), os jornais recorrem sempre aos "magníficos" infográficos como forma de informação. Com uma simples olhada nos mesmos podemos descobrir quem são os indiciados na Operação Anaconda, quem desviou dinheiro pelo Banestado ou até mesmo a quantidade de namorados da Wanessa Camargo.
Mas o Jornal da Tarde - o Estadão de jeans, conforme dizia mestre Arnaldo - inovou. Dêem só uma olhada nesse, adendo de uma matéria sobre um garoto que caiu da laje de sua casa enquanto empinava pipa:

Digam a verdade: obras de arte como esta não são ensinadas na faculdade!
Escrito por O Imperador às 12h38
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Baboseiras internéticas
Mais do que uma ferramenta de comunicação eficaz (foda-se a exlusão digital, os tibetatos que "mongam" ao invés de adentrar ao mundo web e as crianças de Ruanda que mal sabem o que é comida, quem dirá fibra ótica), o orkut é máquina de maravilhas engraçadas. Ultimamente tenho adentrado em comunidades que exprimem perfeitamente minha forma alienada de ser e estar. Um exemplo disso é a minha mais recente aquisição: a comunidade "Eu já tentei soltar Hadouken". Nessa concentram-se todos os viciados em Street Fighter que passavam horas a fio - na rua, em casa, na escola, na igreja, tanto faz - com as palmas da mão abertas para frente gritando igual ao Ken a sábia palavra que produzia uma bola d'água gigante.
Além disso há comunidades dos eternos vilões do Chapolim, como o Racha Cuca, o Porca Solta, o Pirata Alma Negra e outros tantos que embalaram os risos de minha tarde. Como se não bastasse, achei outra magnífica, a "Eu tenho medo da Tarja", que para quem não sabe é a medonha prima do Pinhead e, nas horas vagas, vocalista da banda (???) Nightwish.
Mas o melhor que recebi, até agora, não é do orkut. Lelê mandou-me a maior das pérolas internéticas: a tradução da música tema do Jaspion. Não veja isso próximo ao seu chefe, ou seu emprego já era. O meu, foi por pouco.
O link é http://www.interactiveminds.com.br/daileon.swf. Entrem e voltem no tempo, gurizada.
Escrito por O Imperador às 12h28
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Diálogos pós modernos II
* Por motivos de segurança os nomes de Anderson Luís Pereira Kaiser e Júlio César Soares não serão omitidos.
Anderson: E ae mulher. Como foi a balada GLS???? Hahahahahahaha!!!
Júlio: Foi legal, encontrei teu pai dançando "It's raining man" lá!!!!! Hahahahahahaha!
Anderson: Pois é, ele chegou em casa cheirando a perfume barato! Tua mãe tava lá né????Hahahahahaha
Júlio: Não!!!! Minha mãe, no sábado, estava na Loka!!!! :oP
Escrito por O Imperador às 11h54
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Trash or die! ou As puritanas no ambiente promíscuo.
Quando a Lelê convidou a mais diversa gama de estilos para compararecer a Trash, sabia que cenas antológicas sairam dali. É o tal do momento que já nasce clássico, vocês devem saber disso. Pois bem, já estava contando que o Abdul, o garoto árabe do intercâmbio, iria protagonizar cenas insólitas, como dançar Vogue e causar ira no Aiatolá Khomeini, seja lá onde ele esteja. Abdul ausentou-se, mas foi substituido (e muito bem, diga-se de passagem) por Rosana e Márcia, as moças belíssimas e freiras do intercâmbio papal.
A princípio tudo transcorria na normalidade. Ao som de Lulu Santos, Kid Abelha e outras "trashises" as moças embalavam-se pouco regadas a saquê com abacaxi e manga. Momentos depois, viria o primeiro dos fatídicos atos da noite.
Estavamos parados, esperando a próxima música brega dos anos oitenta quando dois sãopaulinos começaram a se atracar em público. Rosana, num movimento indescrítivel, arregalou os olhos e pensou, tenho certeza disso, em gritar, "Mááááárcia, pelo amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, olha isso!". Márcia, notando o semblante diferente da amiga, olhou para a cena e franziu a testa, de uma forma que também não poderia ser descrita nem mesmo por Shakespeare, Goethe, Camus ou Capote.
"Como eles conseguem???", "Mas que vergonha!!!", "O mundo está perdido!!!", "Eles se excitam com isso???" e outras frases de efeito surgiram durante o ato. Eu e Lelê já não nos aguentavamos de rir com a cena. E a depravada da Igreja Católica deve ter ficado puta conosco.
Um pouco mais a frente começa a tocar "Its Raining Man". Como todos sabemos a música, por mais bicha que seja, é de conhecimento de todos os homens deste mundo. Desde John Wayne até Saddam Hussein, não há um ser do sexo masculino que não conheça apenas um trecho da obra. E as palmas características depois de algo como "God makes a celebration" (sei lá, meu inglês é pífio) é parte integrante da música. Menos para as moças, que consideraram minha conduta ofensiva aos olhos do Bispo de Torquemada, aquele que queimava os hereges, os árabes e os sãopaulinos na Espanha ultra-católica. Começaram a propagar que aquilo era um hino e que eu confabulava com a "nação". Ia sugerir um menagè a troi, mas as moças já estavam por demais "bestificadas" aquela noite, coroada com golpes de capoeira da Lelê (!!!) e a coragem de se comer um hot dog no Anhangabaú. É a coragem herdade da filosofia Sidney Magal, o tal do "Me chama que eu vou".
Escrito por O Imperador às 11h47
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Diálogos pós-modernos I
Entreouvido na Trash 80's, enquanto voltava do banheiro.
Rosana, sendo cantada por uma biba (!!!???): Ah, chegou meu "bofe" (é, sim, ela me chamou disso).
Biba: Effe é feu bofe!
Rosana: Sim...
Biba: Nofa, vofê é uma mulher de forte!
Sorriso amarelo e pano rápido.
Escrito por O Imperador às 11h32
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