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Harry Führer e o prisioneiro de Auschwitz
Eu adoro a excentricidade da Inglaterra. Charles, o finado Rei George, Mick Jagger, Ozzy e muitos outros engrossam a lista do reino mais louco do universo. É um caso atípico onde os bobos da corte foram substituídos pelos reis e pela nobreza.
Assim sendo, acho deveras engraçada a polêmica em torno do uniforme nazi do príncipe Harry. Engraçado porque ele nos leva a algumas análises interessantes.
Suponhamos, meus caros, que Harry se fantasiasse como o célebre Júlio César. Sim meus caros, o alter-ego deste que vos escreve. Ora, César é um símbolo da opulência romana e ao mesmo tempo um estratégista explêndido. Nada demais não? A não ser se levarmos em conta que César matou, extorquiu, tudo para elevar a grande Roma em detrimento de outras "nações". Até comeu a Cleópatra (que, reza a lenda, era feia de doer) para ganhar o mundo. Ou seja, a única diferença dele para um nazi é a farda cáqui com o símbolo da suástica. E a degustação de Cleópatra, claro.
Ou então o célebre Napoleão. Ok, os ingleses tem ódio secular pelo general francês. De qualquer forma vale ressaltar que Napoleão é um marco para nós do Ocidente, como um absolutista renovável, que não era um lacaio da Igreja e um grande Imperador que elevou o nome da França aos quatro cantos. Reza a lenda, segundo um ex-professor meu de cursinho, que Napoleão é o maior assassino da Europa (mais do que Hitler e Stálin!!!!!!). Pois bem, muita gente tem um busto - ou quadro - do bom e velho General em casa, não? Mais uma vez, falta-lhe a farda, desta vez da famosa Gestapo, a polícia secreta (e política, of course) alemã. Só para aumentarmos o guarda-roupa.
E se ele fosse de judeu? Nem vou falar dos ortodoxos, mas se ele se enchesse de travesseiros, para incrementar a "gordura", colocasse um keppah e fosse de Ariel Sharon? Será que a imprensa judaica, porta voz do stabilishment mundial, cairia de pau nele? Afinal de contas, Sharon é um notório assassino de etnias (os palestinos, meu caros) no Oriente Médio. Ele pratica esportivamente o que seus compatriotas (ou seriam cumplíces?) judeus reclamam a vida toda de terem sofrido: discriminação, segregação racial e outras políticas separatistas espalhadas por aí. Sharon daria uma bela comédia do Woody Allen. Algo do tipo "Führer às avessas".
Antes que incie-se o discurso de que sou partidário de Adolf, já esclareço que não há a menor possibilidade, uma vez que odeio o nacionalismo e meu marxismo de butique não permite que eu compactue das idéias hitlerianas. Vale ressaltar, isso sim, que anos depois da queda do Führer, o nazismo se travestiu em outras políticas, como o facismo tacanho de Berlusconi na Itália, o apego religioso e a adoração por conquista de Bush nos EUA, o nacionalismo fardado de amor natural à pátria em países do Terceiro Mundo (dentre eles o Brasil) e outros tantos. Dos males o melhor, conforme cita alguém que agora não lembro, ao menos as figuras históricas acima citadas eram autênticas. E não esses mambembes que hoje se consideram os senhores do mundo.
Escrito por O Imperador às 12h24
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Extra! Extra! Extra!
*Com gorrinho anos 30, bermuda social, camisa e colete*
Atualizado o Fracassados! Atualizado o Fracassados!
Visitem meus caros. Continua de graça, e continua a não doer!
Escrito por O Imperador às 12h10
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The day that i sell my soul to rock...
Há um bom tempo atrás fui chamado para ser vocalista de uma banda de rock (calma, isso não é roteiro clichê de nenhum filme). Escutaram - sabe lá Marx como - um cover meu, muito mal feito, de "The number of the Beast" do Iron Maiden. Confesso que me entusiasmei deveras e fui saber mais sobre como seria a tal banda.
Pois bem, mandaram-me uma fita com cinco músicas, que seriam nossos covers iniciais. Maiden, Kiss, Deep Purple e por aí vai. Eu já via meu nome estampado em outdoors bregas, onde vestia uma ridícula calça de licra e jaqueta de couro. Já me via fazendo implante de cabelo no peito, respondendo a entrevistas monossilabicamente e chamando todos meus fãs de "mother fuckers". Não posso esquecer que nas projeções futuras me via completamente bêbado, cercado de groupies de todas as nacionalidades possiveis.
A banda tinha a proposta de ser uma fusão de estilos (odeio isso, todo rock é igual, só muda a capa do CD) mas era mais embasada nos "pesados" (conforme nota-se pela "set list" ou sei lá que porra de nome isso leva). Analisei ponderadamente as músicas, de modo a buscar o tom certo para o bendito cover. Mentira, não fiz nada disso. Desencanei porque meu inglês é porco, porque minha timidez ao público é agonizante e porque minha mãe não me deixa ostentar um bela tatuagem.
Depois disso tentei traficar órgãos em Cochabamba até descobrir que o caminho para a desgraça era ser jornalista. E, claro, adorar as músicas do Eduardo Dusek. Long live rock and roll!
Escrito por O Imperador às 11h49
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Esqueçam. Bem, esqueçam.
Em sua caminhada rumo ao papel de baluarte da oposição ao governo petista nas próximas eleições para presidente, em 2006, nosso caro "Sobornnático" continua a demonstrar que a tal da "história forjada" do "esqueçam o que escrevi" é deveras factível.
Senão vejamos: a coluna Painel, da Folha de S. Paulo de hoje, duas notas ressaltam o quanto os sintomas de Alzheimer afetam o ex-presidente. Na primeira, com o título de "Carbonário 2", FFHH diz: "no meu governo, os Greenhalgs da vida eram os primeiros a lavar a escada de ministério diante de qualquer denúncia vazia". É mesmo estranho este comportamento daquele que foi incensado mundo afora como exemplo de estadista, afinal quem ostenta este título não trata oposição, mesmo que acusadores de dedo em riste portando "denúncias vazias", como meros "lavadores de escada". Vale lembrar ao Dondoca que "Greenhalgs da vida" lutaram, e muito, para que o país saísse do atoleiro de uma ditadura tacanha, dando condições para eleger por dois mandatos um dos próceres da social democracia (hahaha, rísivel o termo, desculpem-me), também deveras tacanha. A volta de FFHH do exílio deve-se aos Greenhalgs lavadores de escadas.
Não contente, FH Boca de Sovaco termina seu "soneto" na nota "Aeroencrenca", do mesmo Painel acima citado. Diz o jornal: "Quando os correligionários lembraram que ele não havia feito compra semelhante [do avião presidencial], o ex-presidente arrematou: 'Posso não ser humilde, mas bobo também não sou'". Não é necessário comentário maior sobre o fato, assim creio.
E tem gente que ainda acredita que a paridade cambial, a reeleição e muitas outras obscuridades são invenções minhas, da imprensa e de cartomanches do Viaduto do Chá.
Escrito por O Imperador às 12h06
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Alguns escritos já nascem clássicos
Ontem conversava com a super Karina quando a mesma me presenteia com um de seus textos magnifícos, que podem ser encontrados em seu extenso e célebre arquivo.
Um primor que vale a pena a leitura, mesmo com tema já defasado por conta da aprovação das cotas universitárias.
COTAS SOCIAIS PARA O ACESSO UNIVERSITÁRIO
Nem sei se esse assunto ainda está no auge da sua discussão... Aqui, no Brasil, (talvez em todos os outros lugares do mundo) as coisas se acaloram, todo mundo forma uma opinião, e depois amornam. Os que eram contra engolem com farinha, ou a lei não engrena, e todo mundo segue sua vidinha, adaptada, ou não, à nova situação. Mas eu definitivamente não consegui formar uma opinião sólida sobre as cotas sociais em Universidades, ou melhor, consegui, mas apenas tirando a questão um pouco do foco das discussões que apareceram por aí. Que o negro é um ser marginalizado no Brasil, acho que todos concordam. Que a escravatura deixou seqüelas que vivem até hoje, também, todos concordam. Pelo menos aqueles que têm bom senso. Ocorre que a população afro-descendente (é esse o termo politicamente correto, não?) não é o único segmento da nação brasileira marginalizada, tolhida de oportunidades. O preconceito existe com todos os outros tipos de diferenças, e, felizmente, o Brasil é um país inteiro de diferenças. Há a falta de chances para as mulheres, para os deficientes físicos, para os idosos, para os inexperientes, até para os feios! E estou me atendo só à questão de mercado de trabalho, de ascensão social. Escutei, li e compreendi alguns comentários que defendiam: se a questão é criar cotas sociais, nas universidades, que elas favoreçam os pobres, e não somente os negros! Ta certo que são quase sinônimos, mas é nesse “quase” que a coisa pega. Se alguém de Curitiba for ali na Barreirinha, por exemplo, vai se deparar com uma porção de polaquinhos, loirinhos, cor-de-rosinhas, na miséria e marginalidade total. Se for lá pro município de Turvo, perto de Guarapuava, então, vai ver a face da Miséria em pessoa, comparável à Miséria que habita os sertões nordestinos mais esfomeados (Fonte: Pastoral da Criança). E a mortalidade infantil, lá assola alguns índios (nem vamos entrar no mérito dos índios!) e outros arianinhos que dariam gosto aos olhos de Adolf Hitler. Certo, me parece uma posição sensata. Tanto quanto a posição anterior. Mas a questão que coloco é: quem disse que se resolvem as desigualdades sociais através da Universidade? Quer dizer que todos, numa nação, têm vocação ao ensino universitário, e a única coisa que lhes resta é a oportunidade ao acesso? Desde quando a cidadania se mede com o número de anos letivos que alguém conseguiu acumular? Ponto nº 1: Apenas da minha modesta observação empírica, consigo concluir que as famosas oportunidades não estão facilmente acessíveis àqueles que ostentam um canudo. (Felizmente) há algum tempo o Brasil deixou de ser um país que valoriza o bacharelado por si só. Tenho muitos amigos e conhecidos (e nesse rol me incluo) que concluíram os estudos em belas e renomadas instituições, rechearam seus currículos com especializações, pós-graduações, cursos extracurriculares, e continuam por aí, matando um leão por dia, para conseguirem se manter de pé. Ponto nº 2: a solução para as desigualdades sociais não estaria na valorização dos não diplomados? Falo das caixas de supermercado, das auxiliares de enfermagem, dos jardineiros, dos padeiros, dos micro-empresários, dos artistas, dos atendentes, dos taxistas, dos agricultores, das manicuras... Quem há de negar que são tão essenciais à sociedade quanto todos os nossos bacharéis? O que há de ser na nossa nação de diplomados? Um bando de frustrados? Devemos atentar que a Universidade só deveria ser o objetivo daqueles que têm vocação universitária, vocação para a pesquisa científica, para o magistério, para a carreira específica a que a Universidade dá acesso. Não pode ser encarada como um ensino técnico, que ensina aos seus alunos apenas uma profissão, que apenas dá aos alunos o alvará para o exercício de um ofício. A Universidade é uma ideologia. Não é uma via de igualdade social. A idéia de Cotas Sociais para o acesso universitário, ao meu ver, apenas reforça a idéia de que só está no auge, só deve ser realmente valorizado, aquele que tem acesso à Universidade, sendo os demais jogados cada vez mais na marginalidade. Claro, a valorização de todos (e não só dos diplomados) é uma solução que não se resolve com a edição de uma Medida Provisória. É toda uma idéia que precisamos apurar. Mas isso não justifica, as cotas sociais para o ingresso nas Universidades, ainda que seja uma medida emergencial, como se brada por aí. Como antropóloga e socióloga fajuta, e vidente mais fajuta ainda, vejo um futuro negro. Uma legião de diplomados frustrados, que, depois de anos de dedicação universitária, às expensas de todos os contribuintes, por uma questão de sobrevivência, seguem ao exercício de outra profissão não tão qualificada (mas tão importante), e vivem infelizes, incapazes.
Meia dúzia de leitores que tenho, isso é, aqueles que tiverem a paciência de ler tudo isso até o final, gostaria de ver sua manifestação!
Escrito por O Imperador às 11h53
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Gerúndio...
Ou como compreender o uso de gerúndio.
Ou ainda momento de lapso crônico do Imperador.
- Smartscardsultraflex, Austregésila, bom dia.
- (Caralhos, quem chama Austregésila, Deus?) Olá, meu nome é José da Silva Lima. É o seguinte, meu cartão foi bloqueado e não sei o que houve.
- O senhor possui o número do cartão para que eu passe ao meu supervisor?
- Desculpa querida, há um engano. Cadê o gerúndio?
- Quem?
- O gerúndio.
- Não, o nosso supervisor é o Motta. Não há ninguém com esse nome na Smartscardsultraflex.
- Não, você não entendeu. Você disse "para que eu passe" e não o correto do telemarketing, que é "vou estar passando"
- Ah, é sobre esse gerúndio. Desculpe-me, mas eu não costumo usa-lo.
- Como assim, minha querida? Você trabalha no telemarketing. O gerúndio é seu instrumento de trabalho!
- Sim, mas eu abomino completamente o gerúndio.
- Ah é, então você está despedida, porque quem está falando é o Motta e eu estou realizando um teste de aptidão em nossos funcionários.
- Pois sim, então eu vou estar indo a sua sala, estar mostrando o dedo do meio para o senhor estar enfiando onde bem entender, ok?
Escrito por O Imperador às 11h56
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Queimando tudo até a última...
Um incidente histórico de grande curiosidade é o incêndio do prédio do Recihstag, o parlamento alemão, em mil novecentos e caralhada. À época o nazismo era apenas um vislumbre nos olhos de Hitler, um sonho megalomaníaco. A Alemanha, esfacelada após a primeira Guerra Mundial, estava a beira da bancarrota.
Pois bem, Hitler, em sua genialidade macabra porém deveras eficaz, jogou os dados em um feito célebre. Mandou partidários nazis incendiarem o Reichstag. A culpa, na lógica hitlerista, recairia sobre os comunistas alemães, empolgados com o socialismo soviético e prestes a tornarem-se grande força política na pátria da cerveja.
O incêndio do Ihhhhhhhhhhhh FH! (o instituto recém-fundado pelo nosso Mulato Inzoneiro para fins lucrativos) é mais ou menos como o incêndio do Reichstag, dado fatos que ouvi por aí de sabotagem "vermelha" (leia-se PT, que nunca foi tão vermelho, salvo algumas excessões) e afins.
Convenhamos, do tal incêndio só podemos convir em uma coisa: é uma pena nosso querido Boca de Sovaco não estar presente à pira tucana.
Escrito por O Imperador às 11h37
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