Meu nome ainda vai para o Índex!
Semana passada fui à igreja. Sim leitor, este é o espaço imperial. Não leitor, eu não virei carola. Precisavam de fotógrafo para o batizado da minha sobrinha. Como sempre bem ensinou o comercial da Gelol, não basta ser tio, tem que participar.
Assim sendo lá fui eu à "goma do Hômi", que por sinal estava deveras bagunçada. A princípio receei entrar, pensando que ia sair fumaça do meu corpo ou que eu xingaria o padre em sânscrito. Como Deus e guaraná de rolha não mais existem, meu cover de Linda Blair ficou para outro dia.
Não há nada nesse mundo mais sádico do que o batismo de crianças. Os pobres pimpolhos lá estão - quietos e enrolados em suas pequenas mantas - obrigados a receberem da unção do merda do padreco, posarem para fotos e ainda assim serem proibidos de chorar pela volta de seu sossego. Sem contar que não é dado ao infante o livre arbítrio para escolher qual religião desejam realmente seguir, ou se não desejam seguir porra nenhuma para tornarem-se filhos da puta como alguns imperadores por aí e por aqui.
Mas lá esteve minha sobrinha entregue a ira divina de receber água na testa, no peito, no olho esquerdo, na homoplata. Nessas horas dou o braço a torcer aos evangélicos, que resumem tudo a um belo caldo numa caixa d'água de mil litros da Brasilit, levantando depois o "abençoado" e questionando, num estilo "peguei você com a minha mulher" ou "entrevista com deputado indiciado em CPI":
- Viu Jesus?
Por fim, de todos os pensamentos que passaram durante minha estadia na toca do pai de JC, o que mais me deixou feliz foi de que o catolicismo é um saco. Graças a Deus (sic) não perdi porra nenhuma!
Escrito por O Imperador às 12h57
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