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Infame, mas com estilo
Quando o Papa João Paulo II morrer, a marcha fúnebre será aquela música do Esporte Espetacular?
Isso mesmo, aquela "Pa pa pa pa pa pa pa papa"...
Em tempo, deve ter jornalista puto da vida por aí. Por que o corno do* Papa tinha que estar na iminência de morrer num final de semana?
*Em respeito a essa figura assassina que está prestes a ir para seu lugar de direito.
Escrito por O Imperador às 13h12
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"Superstar" do Notícias Populares e a "dedada" do século
A Folha de São Paulo deu uma das manchetes mais engraçadas dos últimos tempos, só podendo ser equiparada aos magníficos títulos do finado Notícias Populares.
Eis aqui, ipsis literis:
"Exame de próstata faz petista 'ver estrelas'"
Sacaram? Petistas? Ver estrelas? Ok, nem é essa a piada.
Mas que foi uma bela manchete, isso não podemos negar!
É o povão tomando no cu 365 dias no ano e o deputadoi reclamando só de uma dedada...
Escrito por O Imperador às 13h05
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Catedrática e emérita filha da puta!
Profesora catedrática e emérita filha da puta! Só este pode ser o diabo do adjetivo para a saudosa professora de Telejornalismo, ou uma merda dessas.
Para situar os leitores, a figura sempre anda um tanto que cambaleando. Na hora de falar, distribui aqueles arrotinhos regados a croquete e Velho Barreiro pura. Sem contar os lapsos de memória, tão frequentes quanto aos da Baronesa na última novela das oito.
Pois bem, a dignissíma filha de uma rampeira pediu aos seus diletos alunos uma entrevista, estilo talk show. Lá fomos nós buscar o entrevistado, gravar o programa, preparar roteiro, pauta, espelho e comungar para São Judas Tadeu, uma vez que quem apresentou a "bagaça" foi este que vos escreve.
Após todos os percalços da profissão, descobrimos que a dignissíma cachaceira não dará nota para o trabalho. Sim, corremos igual um amante que foge do marido traído, este último munido de um lancha-chamas, para a infeliz soltar um "era para vocês adquirirem experiência". Porra, experiência eu posso adquirir em puteiros, laboratórios de química e afins!
Eu gosto de tomar umas e outras, mas tem horas que a cachaça é foda!
Escrito por O Imperador às 13h06
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"Coleguinha" é meu cazzo alado!
Para quem acha que ler jornal é "um saco", a rapaziada da imprensa anda se esforçando. No O Globo de hoje, o periódico carioca soltou uma pérola daquelas. Numa matéria sobre o caso (sic) Michael Jackson, assim está escrito sobre Macaulay Culkin: "conheceu a fama aos nove anos, vivendo o menino traquinas...".
Mamãe é famosa por usar termos já abolidos da língua pátria como "reclame" para os comerciais de TV. Mas "traquinas" só pode ser charme do jornalista para com a notícia.
Já o Estadão foi mais além. Diz hoje sobre o vencedor do BBB5, Jean Wylys (por Marx! Parente mal feito e escrito do Bruce???): "O favoritismo se confirmou e o professor, jornalista (!!!) e escritor Jean Wylys...".
Ok, ok. Eu não busquei saber se o cara tem toda essa formação ou não. E não me venham com o politicamente correto discurso do "ele chegou lá" e outras papagaiadas. Me basta o ufanismo do "sou brasileiro e não desisto nunca".
O que fode com a vida é pensar que você, estudante de jornalismo cheio de si, irá rebolar (sem trocadilho, por favor) por uns trocados enquanto o neo-milionário Jean recebe a alcunha de jornalista! Eu pergunto, do alto da minha burrice endêmica: desde quando o moço (sic) se intitula por aí como jornalista? Em oitenta dias de confinamento (ha ha ha) dentro da casa, só agora saem alardeando que Kennedey Alencar, Josias de Souza, José Arbex, Ana Paula Padrão e mais um monte terão seus empregos ameaçados pelo saudoso Wylys?
Não bastasse isso, a notícia dá a impressão de que Jean não é só o mais novo a adentrar no clube do milhão no país. Ele é também uma espécie de Gilberto Freyre, um Sartre, um diplomado-bagaraleo que possui mais canudos (com trocadilho, por favor) do que cimento na parede de sua casa.
É ou não é tão sofrível quanto prensar a bola esquerda no torno mecânico?
PS: Homofóbico é o senhor seu (insira aqui um parente do sexo masculino), que odeia concorrência.
PS2: Coleguinha é a forma comum (e homossexual) pela qual os jornalistas costumam a se chamar por aí. Coisa secular que não muda nem fodendo.
Escrito por O Imperador às 12h54
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Amém é uma porra!
Estranho esse tal de catolicismo. As vezes, quando menos esperamos, essa figura decrépita pelo tempo e atos aparece sem mais, mas com acerto na data.
Em plena sexta-feira Santa (pecado para os outros, não para mim) Júnior e eu tomavámos umas lá no Cacilda. Eis que, comemorando a morte do filho do "Hômi", uma procissão ergue-se imponente.
Imponente, você pergunta? Sim, afinal de contas poucas instituições no mundo possuem um Fiat Doblô como carro de som. Não pudemos deixar de brindar o defunto com uma estupenda Serra Malte gelada, num clima regado à garoa e conversa enviesada por devaneios literários. Belíssimo paradoxo!
Já o domingo foi dia de sabatina. Ateísmo é um assunto tabu na Faixa de Gaza, ou melhor, em casa. Isso porque, no espaço cubicular que damos o nome de apartamento concentram-se uma católica, uma evangélica, um semi-espírita e este, ateu de esmurrar o Papa, mesmo em seu atual estado de saúde.
Mamãe já acendia as tochas enquanto o bispo de Torquemada, mais conhecido como minha irmã, iniciava o questionário da Santíssima Trindade da Igreja, com questões como "Acreditas em Deus? No Espírito Santo? Na eucaristia? No coelho da Páscoa?".
Depois das respostas, nem preciso citar que a coisa pegou fogo. Literalmente.
Escrito por O Imperador às 13h32
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