Os hermanos macaquitos
O caso Grafite/Desábato é um exemplo sintomático de como a lei no Brasil caminha entre a burrice e a mitificação. Afinal de contas, graças à Galvão Bueno e seus congêneres na Globo, e na imprensa esportiva em sua maioria, o caso que deveria render uma bela de uma multa, suspensão por tempo indeterminado ou algo do tipo transformou-se em uma barafunda de acontecimentos criminais.
Antes que venham as hordas clamando pela minha cabeça aos gritos de "facista", "racista" ou qualquer um que o valha, explico que de forma alguma defendo políticas segregadoras. Ok, ok, sou meio ressabiado quanto aos judeus, mas não chegaria a realizar pogroms estando em sã consciência (bebaço, talvez fizesse isso).
Mas o cerne da questão é a intolerância com que realizaram o ato anti-racista contra o jogador argentino (nacionalidade que influenciou, sem dúvida alguma). O jornal carioca O Globo, em sua edição de hoje, publicou cartas condenando o viés "cinematográfico" da questão, uma das muitas formas mais lúcidas de se encarar a questão. Afinal de contas o futebol é um esporte que antes de tudo desperta paixões e, como é sabido, tudo aquilo que se trata por apaixonante gera atritos de ordem racial, política, religiosa e outros clichês.
Pois bem, quantas vezes não vi Marcelinho Carioca, ostentando o manto sagrado do Corinthians, xingar este ou aquele de "macaco". Marcelinho este que, provavelmente, tem como raça em sua certidão de nascimento o termo negro.
Vale narrar aqui o maravilhoso livro de Franklin Foer, "Como o futebol explica o mundo". Lá Foer mostra como a globalização influenciou no futebol, com as "empresas" Manchester United, Real Madrid, David Beckham, e como a globalização não entrou em alguns pontos do esporte bretão, em especial nas torcidas. O livro conta histórias de deixar Grafite branco (ok, uma piada irresistível), como o da torcida do Fenecvaros, da Hungria, que estendia faixas em jogos contra o MKT Hungaria com os dizeres "O tem está partindo... para Auschwitz", isso no auge da Segunda Guerra, ou de hooligans do Chelsea que visitavam o famoso campo de concentração e mandavam postais a militantes antinazistas ingleses com frases do tipo "Queria que você estivesse aqui para que pudesse me ver mijando nos ossos de sua mãe".
O que vale pontuar aqui é que não há um handicap para o racismo. Qualquer forma de discriminação não pode ser classificado como regular, ruim e péssimo. Mas também não há como "lutar" contra um sentimento secular, como por exemplo a alcunha de "macaquitos" que nós brasileiros herdamos dos hermanos. Ou você também não exclama pela rua, sem pestanejar, que os argentinos são "uma cambada de filhos duma puta"?
Há formas mais inteligentes de radicar o racismo. A que foi tomada contra o jogador argentino é que demonstra o maior grau de burrice, para não dizer que flerta com a intolerância. Coisas que só gente como Galvão Bueno é capaz de perpretar para aparecer vestido de "vestal".
Escrito por O Imperador às 12h44
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Para Charles, eu também sou mais Camilla Parker-Bowles
A morte do Papa "suprimiu" algumas notícias imprensa afora. Que digam o Princípe Rainer (que era casado com a mulher mais linda do mundo, Grace Kelly) e os mortos da baixada fluminense. Mas como a Inglaterra sempre foi uma espécie de "Meca" da turma da imprensa, lá estávamos no casamento do Princípe Charles com a duquesa da Cornualha, Camilla Parker-Bowles.
Sem mais rodeios eu, que não sou súdito da Rainha e quase nunca atento aos atos reais, sou partidário da duquesa, em detrimento a inodora Lady Di. Afinal de contas, vejamos o perfil de Charles: adora cavalos, pólo, caça à raposas. É o típico princípe britânico, daqueles que conservam a fidalguia tola de seus antepassados. Deixemos Charles em paz com suas manias excêntricas para este que vos escreve.
Já Diana era a professorinha que mudaria o Império Britânico. Apoiava os direitos de homens, animais, ostras. Gostava de filantropia e também, of course, de árabes (piada sacana sem lógica).
Façam a equação e reparem: Diana mais Charles dá em ódio mortal. Imaginem o martírio do princípe em dividir mesa, cama e banho com aquela mulher linda, porém sem cor e gosto. É como experimentar canela de nariz tampado. Apenas pó, e nada mais.
Camilla por sua vez adora cavalos e outras bobeiras dos aristocratas ingleses. É o supra-sumo de felicidade do princípe, que mais do que uma mulher, tem ao seu lado um "amigão", com o diferencial de poder introduzir-se neste "amigo" em formato de OB, Tampax ou qualquer um desses que o nobre havia citado há alguns anos. Deve ser mais interessante, para Charles, dormir com a "dama" dos cavalos do que com aquela moça bonita, mas muito magra, que queria discutir com a realeza os rumos da pobreza na África, como curar a AIDS e quiçá como salvar o mundo. Claro que sorvendo o melhor que a culinária inglesa (e do resto do mundo) oferecia.
É bem fácil entender a situação de Charles. Afinal de contas, basta das mulheres boçais que portam-se como Barbies Girls aqui e acolá. O negócio é a mulher que diz que Tarantino tem a genialidade de Shakespeare, que ri da morte do Papa (olha o porra aqui de novo!) ou que tome cerveja conosco e discuta quem era melhor: Ken ou Ryu?
Ah, e que depois disso riam de frases soltas estúpidas, como Charles ao sugerir transformar-se no OB de Camilla. Aposto que ali ele ganhou a futura Rainha da Inglaterra.
Escrito por O Imperador às 12h41
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