O Rio de Janeiro, continua?
Minha primeira viagem de avião renderia um ótimo post na mão de gênios como a Leonor. Mas, como ela não está aqu, nesta maldita lan house para escrever, lá vou eu tentar.
Não me caguei no avião. Para dizer a verdade, esperava mais do filhote de Santos Dumont. Dá até um frisson quando decola, mas depois fica tudo na mesma. Lelê tinha razão: o Pacaembu é mais perto do Jabaquara do que nós imaginamos. E tinha razão Dois, a missão: como Sampa é feia do alto.
Cheguei ao Santos Dumont e vi o Maraca logo de cara. Na janela da sala onde estou dá para ver a estátua de um malaco, de braços abertos, no alto de um morro (Corcunda, Corcovado, eu nunca lembro). A figura não me é estranha, deve ser algum carioca famoso. Pensei se tratar do Romário, mas estava um tanto alto (a estátua, não este que vos escreve).
Aqui no Rio as coisas são um tanto diferentes. Estou em Botafogo, e é como se a Avenida Paulista, mais feia e sem glamour (uia), fosse parar no Guarujá. A praia é tóxica segundo os moradores. Os táxis são amarelos com uma listra azul. Noves fora, para quem tem Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco para torcer no futiba, até que está bonito.
Neste exato momento encontro-me numa lan house em Copacabana. Depois de beber num boteco na orla da praia, descobri que: 1) São Paulo é linda, e 2) Que chopp caro da porra!!!
Provavelmente volto na sexta, a tempo de ver o célebre Luquinhas de caipira. Ando com saudades da poluição, da falta de balas perdidas e do cheiro do Tietê. A, é claro, daqueles que sempre me são caros aí na Paulicéia.
Como pobre não tem máquina, tentei vir aqui descrever o Rio. Acho que bebi além da conta e que, com nenhuma mulher para comer, só a lan house "salvaria" minha noite.
Peço desde já desculpas ao carioca Ronald pela "não-visita" e ao 'pseudo-carioca" Rodrigo pela não visita.
Ah, amanhã de manhã provavelmente passearei na orla de Copacabana. Parece coisa de novela da Globo, não?
Abraço para os manos, beijo para as minas.
PS: Marx abençoe Santos Dumont. Viajar de avião é uma experIência única. Por mais Jeca que eu aparente neste momento.
Escrito por O Imperador às 22h09
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Na cova dos coalas.
Sei que o início do texto já foi utilizado aqui antes, mas Roberto Jefferson jantou Paulo Markun ontem no Roda Viva. O apresentador do programa, conhecido pela forma incisiva com que coordena a bancada de jornalistas, passou por uma saia-justa que merece aplauso, a gosto do freguês. Em dado momento do programa Jefferson, acomodado como estava pelas perguntas repetitivas dos jornalistas e por sua maestria na evasão ao que não lhe convém, resolveu pautar à bancada, dizendo que eles não estão atingindo o cerne da questão com perguntas instigantes, coisas do tipo. Lembra quando o Mestre dos Magos aparecia para a turma do Caverna do Dragão, falava um troço enigmático e fugia. Pois bem, troquem o Mestre dos Magos por Jefferson.
Sentindo-se traídos pelo que fora combinado (só pode ter sido, uma vez que até eu, péssimo em inquirir pessoas, coçava a mão com tantas questões que morriam em aberto), os jornalistas resolveram advertir Jefferson que ele não estava ali para pautar a turma da imprensa, que à eles cabiam às perguntas e blá blá blá. Markun veio a intervir:
- O deputado, um homem de mídia, e os jornalistas presentes, sabem que...
Jefferson interrompe, no mesmo jeito teatral de sempre:
- Markun, não venha me desmoralizar.
Jefferson e a maioria pensaram que Markun daria um basta na forma como o deputado jogava nas mãos dos jornalistas as perguntas que ele queria. Markun meteu o rabo entre as pernas e soltou:
- O senhor sabe que quando três pessoas falam, o telespectador não consegue entender sequer o que uma diz...
Eu já vi arranca-rabos homéricos de Paulo Markun. Já presenciei um, quando da entrevista do governador Paulo Souto (Bahia) ao programa. Markun disse à um jornalista que monopolizava o programa: "aprendi jornalismo ontem. Eu não sei nada disso aqui, você é quem sabe tudo". E eu não vi verdade na frase, à época?
No mais, temos o seguinte enredo: Jefferson ia ganhar R$ 20 milhões do PT. Recebeu R$ 4 milhões e o restante não apareceu. Ao ver deputados da base receberem R$ 30 mil por mês para votarem com o governo, Jefferson sentiu-se tungado e resolveu assumir à coisa. Mas levaria consigo os braços da grana. Eles mesmos: Zé Dirceu, Genoíno, Silvinho, Delúbio. Os demais (Valdemar Costa, Janene, Pedro Henry, Pedro Corrêa, Sandro Mabel, Bispo Rodrigues), são citados para bater no governo. Dessa forma, Jefferson não bate direto em Lula e ainda deixa um partido grande da base aliada (PMDB) fora. Partido esse que, posteriormente, poderá aceitá-lo de braços abertos. Não, deve ser tudo teoria da conspiração de minha parte. Isso não acontece num país "sério" como o Brasil.
PS: E não é que o Tribunal de Contas do Munícipio aprovou as contas da Marta! Mas espere: segundo algumas aves emplumadas por aí, a coisa não era feia, a ponto de parecer a Dercy Gonçalves de quatro com hemorróida?
PSV Eindhoven: o título exdrúxulo é por conta da analogia à "toca dos leões". Sabem como é, coala é inofensivo e tal. Ok, foi terrível.
Escrito por O Imperador às 12h48
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Mas livrai-nos do Max de Castro...
Ontem, durante a apresentação do Wynton Marsalis (que mala, escutando jazz!!!!), diretor da Lincoln Center Jazz Orchestra (uia!), no Ibirapuera, Lelê e este que vos escreve encontravam-se devidamente estirados ao chão, enquanto Luquitas, Dona Rose e Seu Fausto, mais inteligentes, conseguiram a providencial sombra do calor infeliz do lugar.
Já delirando por conta da incidência daqueles raios felas-duma-puta, Júlio e Leonor olham abismados para um homem, com um cabelo inconfundível, um óculos mais inconfundível ainda e um cão.
- É o... - diz Lelê.
- Max de Castro... - retruco.
- Que merda. Eu sou fanática pelo Miles Davis. Mas tenho a certeza de que, se ele passasse aqui agora, não saberia de forma alguma que era o figura.
- Pois é. Já o Max de Castro, que odiamos, a gente reconhece de longe.
Vale ressaltar que, no momento que Max de Castro passou, além do estado "perto do Nirvana e outras bichices cósmicas, transcendentais e o cacete-a-quatro", causado pelo sol, estavamos guarnecidos de duas garrafas vazias de Skol. Vale mais acreditar no delírio.
PS: Se você não agüenta mais o Roberto Jefferson, vá ao cinema e assista Batman Begins. Os pequenos deslizes de Tim Burton e a grande cagada dupla-twist-carpada de Joel Schumacher estão para lá de corrigidos. Se você ainda tem rim, fígado e caralho para suportar mais horas do teatrinho estiloso do homem, não perca o Roda Viva de hoje. Eu aposto que ele vai ousar. Vai de camisa cor fúcsia ou magenta.
Escrito por O Imperador às 12h58
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