"Não alimentem os jornalistas"
Eu pretendia escrever sobre as falcatruas que supostamente envolvem a revista IstoÉ e IstoÉ Dinheiro e nomes como Domingo Alzugarray, Gilberto Mansur e Leonardo Attuch.
Só que Ronald Rios chegou da terra dos Garotinhos e me contou que no Rio existe um programa de rádio, apresentado pelo Boechat. Não haveria problema algum se o diabo do programa não se chamasse "Boechat com bisshcoitoshshshs" (ligue para um carioca, peça para ele repetir a frase e cague-se de rir).
O jornalismo está perdido.
Escrito por O Imperador às 13h19
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Regras básicas para viagem à Ribeirão
Regras do par ou ímpar da janela:
1 - O vencedor do par ou ímpar que decidirá quem vai na janela, ganha o título vitalício de usuário da janela para um único meio de transporte.
2 - O perdedor, consequentemente, escolherá outro meio de transporte, não havendo necessidade de nova disputa no par ou ímpar.
3 - Esta regra vale para todo o território nacional e para o estrangeiro.
Escrito por O Imperador às 13h29
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Neeeeeeeeeeeetôôôôôôô!!!!!!!
Eu me lembro que o dia 16 de dezembro de 1990 caiu num domingo. Estava em casa e sentia que havia algo diferente em São Paulo. Um clima daqueles de Copa do Mundo. Todos estavam à frente da TV para ver a final do Brasileirão, no qual o Timão enfrentava um timeco de lá do Morumbi.
Ainda não era esse insano por futebol que sou hoje. Não respirava o esporte bretão, a ponto de largar muitas coisas para enclausurar-me embaixo das traves e tentar fazer história como Ronaldo, Yashin, Banks. Mas naquele domingo de 90, após o gol do eterno talismã Tupãzinho, uma força maior fez com que eu, ainda pimpolho, transformasse um cabo de vassoura e uma camisa do Corinthians em símbolo de alegria e amor eterno.
Os clubes de futebol sempre inspiram uma paixão estranha em seus torcedores. Sentimentos que andam numa linha tênue entre a alegria e a loucura. Amor e ódio convivem num mesmo ambiente como se fossem sentimentos fraternos. O volante erra um passe e você xinga até a décima oitava geração da família dele. Recupera a bola e lá vai você chamá-lo de monstro sagrado. Mas o Corinthians é diferente. No Corinthians esse amor, e por quê não, esse ódio, convivem lado a lado de forma mais intensa. No Corinthians, exige-se uma passionalidade que não existe em nenhuma outra relação. E um dos exemplos dessa paixão é o craque Neto.
Confesso que tremi quando a Lelê me contou que entrevistaríamos o meia esquerda mais genial e genioso que já vi com o manto alvi-negro. Afinal de contas, eu estaria de frente com o Neto, batedor de faltas exímio, dono de um antológico gol de bicicleta, ironia do destino, em cima do Timão e de uma predileção em não fazer a vontade alheia e sim o que lhe viesse. Neto era a paixão pelo Corinthians exalando pelo suor, tornando simbiótico jogador, jogada, torcida e camisa. Era a expressão do que a torcida queria, da raça de uma massa que boicota mulher, filho, chefe, visita do Papa para ir ao estádio ver o time. Gente que as vezes não tem o dinheiro do ingresso e vai à porta dos estádios arrrumar um jeito de ver ao vivo seus craques e seus pernas-de-pau ostentando o manto sagrado. Gente que já exclamou muito: "O Neto é foda!"
Pois bem, chega a hora da entrevista. Dona Leonor, anos-luz à minha frente no que diz ao Corinthians, conduziu com maestria à conversa. Nas minhas poucas intervenções, a voz não saia, embargada de emoção. Pigarreava e o inaudível tornava-se muxoxo. Lelê roía as unhas de forma frenética. À este, um suadouro nas mãos de quem está à beira de um ataque cardíaco. Ao Neto um mau-humor que em nada impediu de nos tratar da melhor maneira possível. Depois disso, um café na padaria e mais histórias sobre o timão e um convite para charutos no Center Norte. E ao fim, à certeza de que ali um sonho estava realizado. Graças ao Corinthians, à Lelê e ao eterno camisa 10 do Timão.
PS: visitem www.tabulas.com/~subversiva e leiam o melhor texto sobre a entrevista de ontem.
PS2: já disse que o Neto é foda?!??!

"Esse é O dez! Esse é O dez!!!!!!!"
Escrito por O Imperador às 13h13
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