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Eu vou assistir ao filme do Mirosmar?
Eu li hoje uma notícia que, caso você desconheça, abalará todos os alicerces da concepção de cinema maravilhosamente bem realizado.
Creio que todos que lêem esta joça já assistiram ao clássico dos clássicos, que atende pela alcunha de "O Iluminado", obra-prima de direção por parte do gênio Stanley Kubrick e obra-prima de atuação por parte do não menos gênio Jack Nicholson.
Pois bem, à época em que estreou (1980, se não me falha a memória) o filme foi solenemente ignorado pelo Oscar. Até aí, tudo bem. A maioria dos grandes filmes são solenemente ignorados pela Academia. Mas saiba você que a revelação assustadora é que "O Iluminado" concorreu ao Framboesa de Ouro, aquele Oscar às avessas dado para os piores filmes do ano.
Não dá para conceber, por maior respeito que possamos ter pela pluralidade das críticas, que "O Iluminado" seja considerado ruim. Nem bom. Nem ótimo. O filme é simplesmente maravilhoso. É uma aula de cinema, com fotografia magnífica, diálogos absurdamente bons e cenas antológicas.
Isso me remete ao Oscar conquistado pelo filme Rocky. Sim, Rocky é um ótimo filme. Mas ganhou do Taxi Driver e do Todos os homens do presidente, dois filmes absurdamente bons.
Ou seja, escrevo tudo isso para lhes avisar que possivelmente, depois de ler a SET deste mês, eu vá com a maior boa vontade a cinema assistir a Dois filhos de Francisco. Apenas para poder criticar com base. Mas Marx queira que eu não aprecie o filme.
Escrito por O Imperador às 13h01
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A pira literária do Pacaembu
Ainda sob efeito da revelação bombástica de que Dirceu comeu a Zulaiê, lembrei-me de uma história assaz emocionante:
Porta do estádio, Corinthians e mais uma baba qualquer chamada Cruzeiro. Júlio segura dois livros enquanto aguarda a revista policial. Policial olha para Júlio, os livros, e diz:
- Não pode entrar com livros no estádio - disse o homem da lei.
- Não - disse o meliante terrorista xiita que vos escreve.
- Não, tá no Estatuto [do Torcedor]. É proibido entrar com produtos inflamáveis no estádio.
*Júlio olha para os livros e imagina até órgãos genitais femininos, ou mesmo uma noite de amor entre Dirceu e Zulaiê. Tudo, menos um "produto inflamável"*
- Ah... er.... hum... e agora, que faço?
Acabei deixando numa barraca de "pernil pá nói" (pernil para nós, para quem ainda aguenta o Galvão Bueno) e fui assistir o timão vencer a tetinha chamada Cruzeiro. Ainda assim, pensando:
- Por que caralhos eu incendiaria o Pacaembú com livros?
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Finalmente eu virei gente e possuo o sistema hiper tultra mega maxi easy de comentários Haloscan. Graças ao caríssimo Baco, não mais é necessário digitar "g46jty" ou "w978gjtyhskd", uma vez que já bastam os textos ruins para encher o saco. Meu caro, aquela breja escura a ser paga no encontrão dos blogueiros supimpas e bam-bam-bans, que se realizará dia 09 de setembro (pegaram o merchan do evento, meu povo?), já está garantida!
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Eu já perguntei aqui se o Dirça comeu mesmo a Zulaiê? E se o Antero (lembram dele?) batia ou não ma mulher, conforme muito bem lembrou Celso Pitta (desses vocês lembram, vai).
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Eu prometo encerrar esse assunto do Dirceu com a Zulaiê hoje. É que me inconforma saber que até aquela mulher feia e aquele homem maligno possuem (iram) vida sexual mais ativa do que a minha. Pensando bem, até um vegetal fode mais do que eu.
Escrito por O Imperador às 13h14
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Sempre que comer alguém, pense antes no seu futuro.
Quem queria revelação, teve revelação.
Durante o "comam Zé Dirceu vivo" realizado ontem, descobrimos segredos que a mais nefasta psique sequer poderia sonhar. A certa altura, para quem perdeu a sessão canibalista ontem, Dirça disse a todos que nunca foi arrogante, prepotente, impotente e mais mil coisas. Dona Zulaiê Cobra, aquela com o nome que dá margem à tudo, disse de forma sagaz que Dirceu "já nasceu arrogante".
Zé Dirceu, no minímo um comedor nato de mulherada nos tempos de faculdade, não perdeu tempo e lançou, via Embratel, Sky, Copo-Com-Furo-No-Fundo-E-Linha-De-Costura, enfim, a maior de todas as charadas do Universo: teria José Dirceu furado, trepado, comido, traçado e muitas outras, Dona Zulaiê?
A réplica de Dirceu à assaz esperta resposta da deputada foi mais enigmática que o sorriso da Lisa, Mona:
- Dona Zulaiê. A senhora não achava isso quando era minha colega na faculdade.
Por que Dirceu não chamou de nobre deputada? Por que Dirceu disse no tom irônico de quem pensa "lá, de quatro, era tudo lindo né"? Por que Dirceu ficou com cara de quem diz "sabia que uma merda do passado poderia tornar-se algo útil no futuro"?
É necessária a instauração de uma CPMI para as duas maiores dúvidas políticas do Universo: Antero Paes de Barros (lembram?) bate na mulher? E Dirceu, papou mesmo Dona Zulaiê?
Mais tarde, no tão sonhado (por jornalistas, fetichistas, comunistas, adventistas et caterva) embate entre Roberto Jefferson e Josef Dirceu, Jefferson Nervos de Aço não aguenta e solta a maior pérola política do ano:
- Tenho medo de V.Exa., porque V.Exa. provoca os meus instintos mais primitivos e tenho medo das conseqüências.
*segue um "Noffffa", elaborado por gaiatos oportunamente presentes*
Menagè entre Zu, Dirça e Jeff, como muito bem lembrou Júnior. Se o vídeo grampeado da Abin aparecer, eu não queria ser relator da CPMI.
Escrito por O Imperador às 12h57
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Embates homéricos da Dona Democracia
A maior veadice da democracia talvez seja o embate de hoje entre Roberto Jefferson, o outro Bob, e José Dirceu, o outro Stálin. Afinal de contas, vão ficar lá as duas figuras centrais, até altas horas da madrugada, lavando pratinhos como duas mucaminhas do tempo da Monarquia.
Se a democracia fosse mais er...hum.. democrática, a coisa se daria numa Arena romana, numa partida de sinuca ou na celébre competição "quem enche o cu de vodca mais rápido". Mas não, o Brasil parado ficará para ver o embate verbal entre duas pessoas que falam, falam, falam e não saem do lugar. Enquanto Roberto Jefferson, o pai do André Gonçalves, acusa Dirceu de ser o culpado pela guerra no Iraque, a fome na África e, em escala menor, pela compra de deputados, Josef Dirceu, pai dum monte de gente e coisas por aí, se defenderá acusando Jefferson de veadagem, de macular o nome da Casa e por aí vai.
Vejam só: se fosse numa Arena romana, a coisa duraria umas duas horas. Cansado, por conta dos eternos quilinhos a mais, Jeffersum Ladronius sucumbe à espada de Dirceum Larapium. Depois disso os tigres entram e comem o que sobrar da carcaça de ambos.
Já na sinuca, depende das regras. Aqui vamos supor uma melhor de cinco nas bolas numeradas. Após umas duas horas de jogo, o match encontra-se empatado. Jefferson está pela bola 1. Dirça tem mais duas bolas pares para matar. Numa jogada de Júlio, ops, mestre, Dirceu mata as duas e fica efusivamente extasiado de emoção. Tem um ataque cardíaco fulminante e morre. Não sem antes, durante a queda, enfiar o taco de sinuca na cabeça de Jefferson, que abaixou-se para pegar o giz que caiu.
Por fim, no "quem enche o cu de vodca mais rápido" os dois morrem, porque metade do Congresso envenenou a vodca Balalaika. Ou porque ela já vem envenenada de fábrica, vai saber.
Para encerrar, mais um momento histórico (o Baco avisou que dá certo):
Nietzche olha para o abismo e diz:
- Fundo que só porra, não?
Sim, foi horrível.
Escrito por O Imperador às 13h01
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A História do mundo vista pelo ótica do boteco
Estavam lá, no boteco, Jesus e os Apóstolos. Secaram uma caixa de cerveja, três poções de calabresa e uma de provolone à milanesa, enquanto debatiam os gols da rodada. Lá pelas, Pedro pergunta à Cristo, três vezes, quem vai pagar a conta. JC responde:
- Paga o Judas, que daqui a pouco vai trair-me por 30 dinheiros.
E todos saúdam o salvador.
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César e Brutus estão sentados no boteco. Brutus tem duas pedras, um duque e um terno e sena na mão. César, duas quinas e quina e quadra. O Imperador conta o jogo e fecha a partida. Brutus, depois de três rabos de galo, não se contêm e esfaqueia o Imperador.
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O Rei Henrique VIII e o Papa estão sentados no bar em São Matheus, Zona Leste de Sampa. Henrique, aflito e bêbado, confidencia ao Santo Padre:
- Preciso casar de novo. Minha esposa só me dá filha mulher.
- Não pode. São as leis de Deus, meu filho - diz o Papa.
- Uma porra. As leis de Deus deixam você tomar maria-mole no boteco?
- Em São Matheus, claro! Aqui nem Deus entra, meu filho.
Escrito por O Imperador às 13h06
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