"Joga pedra no Genô". Ou talvez, "vai com ele, vai Genô". Quem sabe até "ele dá pra qualquer um, maldito Genô"
Bom, eu não vou fazer como a Marilena, porque já passaram faz tempo. Mas temos de concordar que o depoimento do Genô foi histórico em dois aspectos: Jair Bolsonaro e a deputada da favela.
No primeiro, uma figuraça o milico. Encare a CPI como se fosse seu tempo de colégio. Bolsonaro seria aquele aluno que sempre prega a peça mais legal da sala. Os nerds, os descolados, os zoeiras, ninguém gosta dele. Mas todo mundo sempre ri quando ele resolve aprontar suas estripulias. Agora, se você vier me dizer que ele faz aquilo de forma séria, eu mando internar o filho duma quenga prenha.
Já a ex-deputada Raquel Cândido é um caso a ser estudado pelas ciências ocultas. Raquel foi cassada à época da CPI do Orçamento, aquela onde o findado deputado - e graças a Marx hoje finado - João Alves ganhou inúmeras vezes na Loteria.
Pois bem, Raquel diz que foi cassada injustamente, e que seu algoz foi o Genô. Por isso ontem, a hoje envangélica que reside numa favela em Planaltina resolveu ir ver seu Caifás pagar pelo sangue dos inocentes derramado anos atrás (carola, carola). Falava aos jornais sobre Justiça Divina, que Genô colhe o que havia plantado, que duas andorinhas não fazem verão. Mas vale atentar mesmo é que ela é uma ex-deputada que mora na favela, e como tantos favelados, sonha em ganhar na loteria. Mais uma vez.
Isso, em tempos de Maluf na prisão, só pode ser considerado como um prenúncio do Apocalipse.
Quanto ao depoimento do Genô, "joga pedra", disse o Chico.
Escrito por O Imperador às 13h31
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Subversão histórica em homenagem a mulher mais linda do mundo
Fê pede, Fê é atendida na hora.
Se Robespierre não fosse um facínora doido, a Revolução Francesa teria como lema "Liberdade, Igualdade, Fraternidade e o direito de sair da cama mais tarde nos dias frios". Tadinha da minha linda, em SC deve estar tão frio que só falta vodca e limão para transformar o Estado numa caipirinha gigante em dia de verão.
Escrito por O Imperador às 12h57
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O vizinho do Maluf
Quis o destino, caro leitor, que Maluf ficasse hospedado como meu vizinho.
Digo vizinho aquele que mora próximo da gente, que pode comprar pão na mesma padaria, ler o mesmo jornal que você na banca mais próxima. O prédio da Polícia Federal onde o Doutor Paulo está hospedado fica a alguns metros de casa. São nossos vizinhos o Cingapura (olha só, baita ironia), alguns postos de gasolina e a Ponte do Piqueri. Todos rentes à Marginal Tietê (ironia dois - a missão!). É só uma pena que Maluf não possa ir à mesma padaria que eu, ou ler os mesmos jornais que eu na banca de jornal (imagine que o índice se satisfação do Júlio subiu a níveis estratosféricos).
Mas pobre Paulo. Fico aqui acompanhando o destino do vizinho. Ontem, numa manobra de corar o James Bond, o Brimo tentou a primeira fuga. Armado de dois quibes, um pão sírio e queijo coalhada, Maluf construiu um mini-reator nuclear, capaz de gerar quarenta e sete quilotons de revolta árabe. A Agência Internacional de Energia Atômica, da ONU, descobriu a tempo o plano e o abortou. Sensibilizado com o caso, fui ver o nosso Selassié das Arábias e o mesmo me disse que ele e Flavinho vivem bem as nossas custas. Tem uma espécie de apartamento com dois quartos, TV a cabo, narguilé e Cds do Khaled.
Maluf ainda disse acreditar que isso é manobra política, uma vez que ele, homem probo, nunca aproveitou-se da vida pública para ganhar dinheiro. Disse ainda que sofreu nas maõs dos detentos, mas que graças aos guardas o coito foi bem interrompido. Ainda deu tempo para dois bordões: "Estupra mais não mata" e "eu não tenho contas no exterior".
Pobre Doutor Paulo...
Post Scriptum: ver o Severino, em cadeia nacional, falando "tóxico" daquele jeito, não tem preço.
Escrito por O Imperador às 13h34
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